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Tesouro Direto: Conheça os 6 Riscos ao Investir

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O Tesouro Direto é amplamente reconhecido como o investimento mais seguro do Brasil, sendo o primeiro investimento para milhões de brasileiros no mercado financeiro e um porto seguro para as carteiras de todos os perfis.

Essa reputação de segurança é merecida, especialmente quando se trata do risco de calote do governo. No entanto, acreditar que ele é totalmente isento de riscos é um erro que pode custar caro ao investidor.

Existem outras ameaças, sutis e complexas, que podem levar a perdas financeiras se não forem devidamente compreendidas.

Este artigo tem como objetivo explicar os 6 principais riscos do Tesouro Direto. Mais do que apenas listá-los, vamos detalhar como cada um funciona na prática, quais títulos são mais afetados e, o mais importante, apresentar estratégias claras e acionáveis para que você, investidor, possa se proteger.

Bora lá?

O Que é o Tesouro Direto?

Em sua essência, o Tesouro Direto é um programa do Governo Federal, desenvolvido pelo Tesouro Nacional em parceria com a B3 (a bolsa de valores brasileira), que permite a pessoas físicas comprarem títulos públicos federais de forma 100% online.

Na prática, quando uma pessoa investe no Tesouro Direto, ele está “emprestando” dinheiro para o governo. Em troca, o governo se compromete a devolver o valor acrescido de juros em uma data futura. Esses recursos são utilizados para financiar áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.

O programa foi revolucionário no país, pois permite aplicações com valores muito baixos — é possível começar com pouco mais de R$ 30.

Para entender os riscos associados ao investimento no Tesouro Direto, é necessário conhecer as três grandes famílias de títulos disponíveis, cada uma com uma forma de remuneração diferente:

  • Tesouro Selic (Pós-fixado): Sua rentabilidade está atrelada à taxa básica de juros da economia, a Taxa Selic. Se a Selic sobe, ele rende mais; se a Selic cai, ele rende menos.
  • Tesouro Prefixado: A taxa de juros é definida no momento da compra. O investidor sabe exatamente qual será a rentabilidade se mantiver o título até o vencimento.
  • Tesouro IPCA+ (Híbrido): Oferece uma rentabilidade composta por uma taxa de juros fixa (prefixada) mais a variação da inflação, medida pelo índice IPCA. Isso garante um ganho real, acima da inflação.

Como o objetivo do artigo é ser didático o suficiente para guiar você, investidor, na escolha do título mais adequado aos seus objetivos, trataremos os tesouros RendA+ e Educa+, como sendo “parte” do IPCA+, para simplificar seu entendimento.

Com esses três tipos de títulos em mente (Selic, Prefixado e IPCA+), fica claro que cada um serve a um propósito. E é exatamente aqui que a compreensão dos riscos se torna a principal ferramenta do investidor.

Porque a verdadeira armadilha do Tesouro Direto não está na possibilidade de calote, já que o governo é o dono da impressora de dinheiro, mas nas pequenas armadilhas que afetam quem precisa vender o título antes da hora.

Vamos mergulhar nesses detalhes.

Principais Riscos Envolvidos no Tesouro Direto

Apesar de todos os títulos serem 100% garantidos pelo Tesouro Nacional, o que elimina quase por completo o risco de não pagamento, os perigos reais surgem para o investidor que, por qualquer motivo, precisa vender seus títulos antes da data de vencimento.

A seguir, detalhamos os seis principais riscos que todo investidor deve conhecer.

RiscoTítulos AfetadosRisco Na PráticaComo Mitigar
Risco de CréditoTodosO governo não honrar o pagamento da dívida (“calote”). É o risco mais baixo do mercado brasileiro.Diversificação de ativos (embora seja um risco sistêmico).
Risco de MercadoTesouro Prefixado, Tesouro IPCA+Variação diária no preço do título (marcação a mercado) que pode gerar prejuízo na venda antecipada.Levar o título até o vencimento.
Risco de JurosTesouro Prefixado, Tesouro IPCA+Aumento nas expectativas de juros futuros desvaloriza o preço dos títulos já emitidos.Alinhar o vencimento do título ao seu objetivo de prazo.
Risco de LiquidezTesouro Prefixado, Tesouro IPCA+Ser forçado a vender o título em um momento de baixa no mercado, realizando um prejuízo.Manter uma reserva de emergência em Tesouro Selic.
Risco de ReinvestimentoTodos (especialmente os de curto prazo)No vencimento, não encontrar taxas tão boas quanto as do título antigo para reinvestir o dinheiro.Diversificar prazos e usar títulos de longo prazo (como RendA+).
Risco Cambial IndiretoTesouro Prefixado, Tesouro IPCA+Crises globais e alta do dólar pressionam a inflação e os juros no Brasil, desvalorizando os títulos.Monitorar o cenário global e diversificar a carteira.

Vejamos agora os detalhes de cada um dos riscos, para que você possa criar consciência própria e tomar as melhores decisões possíveis.

Risco de Crédito: Baixo, Mas Não Nulo

O risco de crédito é a chance de o emissor do título — neste caso, o Governo Federal — não honrar seu compromisso e dar um “calote” na dívida. Este é considerado o risco mais baixo de todo o mercado financeiro brasileiro.

A lógica é simples: o governo é o garantidor de última instância da economia. Se o governo quebrar a ponto de não pagar sua dívida interna, emitida em sua própria moeda, é porque uma crise sistêmica já teria levado à falência bancos e grandes empresas muito antes.

Além disso, faço uma pergunta. Se você tivesse na sua casa uma impressora de dinheiro, no dia de vencimento de uma conta, se você não tivesse saldo, você usaria a impressora ou não? Pois bem, esse é o cenário do governo.

Ainda assim, o risco não é zero. Uma forma mais realista desse risco se manifestar seria através de um “calote indireto”. Em um cenário extremo, em vez de declarar moratória, o governo poderia optar por imprimir grandes volumes de dinheiro para pagar suas dívidas.

Tecnicamente, você receberia o valor combinado, mas essa emissão monetária geraria uma hiperinflação, destruindo o poder de compra do seu dinheiro. Você receberia seus R$ 1.000, mas eles comprariam o que R$ 100 compravam antes.

Mas se o risco de o governo não pagar é quase nulo, onde está o perigo real? Ele se esconde em um conceito que surpreende muitos iniciantes: a marcação a mercado.

Risco de Mercado: Variações na Marcação a Mercado

Muitos se surpreendem ao ver o saldo de seus investimentos em renda fixa variar diariamente. A culpada por isso é a marcação a mercado, um processo que atualiza todos os dias o preço do seu título para refletir o valor pelo qual ele seria negociado no mercado hoje.

Isso significa que a “renda fixa” só é verdadeiramente fixa para quem leva o investimento até a data de vencimento.

Essa flutuação ocorre porque as condições e expectativas da economia mudam. Se as taxas de juros sobem, os novos títulos emitidos pelo governo se tornam mais atraentes.

Para que o seu título antigo, com uma taxa menor, possa competir com os novos, seu preço de mercado precisa cair.

Exemplo Prático e Passo a Passo:

  1. Cenário Inicial: Imagine que você comprou uma unidade de Tesouro Prefixado 2030 que promete pagar uma taxa de 10% ao ano. No momento da compra, você pagou R$ 700, com a expectativa de receber R$ 1.000 no vencimento.
  2. Mudança no Mercado: Um ano depois, devido a preocupações com os gastos do governo, o mercado passa a exigir juros mais altos. O Tesouro Nacional começa a emitir novos títulos Tesouro Prefixado 2030, mas agora pagando 12% ao ano.
  3. Efeito Concorrência: Por que alguém compraria o seu título, que rende 10%, se pode adquirir um novo que rende 12%? Para que o seu título antigo se torne interessante, seu preço precisa ser ajustado.
  4. Marcação a Mercado: O preço de mercado do seu título é recalculado para baixo, digamos, para R$ 650. Esse novo preço garante que, quem o comprar agora, terá uma rentabilidade equivalente aos 12% dos novos títulos até o vencimento.
  5. Risco Materializado: Se você precisar do dinheiro e vender seu título nesse momento, receberá apenas os R$ 650, concretizando uma perda de R$ 50 em relação ao valor que investiu inicialmente.

Esse risco afeta principalmente o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+. O Tesouro Selic, por ter sua rentabilidade atrelada à taxa de juros do dia, sofre oscilações muito menores e é considerado o mais seguro para resgates antecipados.

Risco de Juros: Impacto das Taxas na Rentabilidade

O risco de juros é a causa fundamental do risco de mercado. Ele representa a possibilidade de que mudanças na taxa de juros básica da economia (Taxa Selic) e, principalmente, nas expectativas futuras sobre ela, afetem negativamente o valor dos seus títulos.

Via de regra é uma relação inversa: quando as projeções para as taxas de juros futuras sobem, o preço atual dos títulos prefixados e atrelados à inflação (IPCA+) cai. Quando as projeções de juros caem, o preço desses títulos sobe.

O que move essas expectativas não é apenas a decisão do Banco Central a cada 45 dias, nas reuniões do Copom. Notícias sobre a política fiscal do governo, o aumento do endividamento público e relatórios de inflação acima do esperado criam um temor no mercado de que o Banco Central precisará subir os juros no futuro para controlar os preços e atrair investidores.

Essa simples desconfiança já é suficiente para derrubar o preço dos títulos de longo prazo hoje, conectando diretamente o noticiário econômico a seu extrato bancário.

Risco de Liquidez: Vender Antes do Vencimento Pode Custar Caro

É comum confundir o conceito de liquidez. O Tesouro Direto oferece liquidez diária, o que significa que o Tesouro Nacional garante a recompra dos seus títulos em qualquer dia útil. Você sempre conseguirá vender, mas…

O verdadeiro risco aqui não é a falta de acesso ao seu dinheiro, mas o preço que você receberá por ele. O risco de liquidez, no contexto do Tesouro Direto, é o risco de uma emergência pessoal (como um problema de saúde ou a perda de emprego) forçá-lo a vender seu título em um momento desfavorável do mercado, quando a marcação a mercado desvalorizou seu papel, obrigando-o a realizar um prejuízo.

Imagine que você investiu no Tesouro IPCA+ 2045 para a sua aposentadoria (isso já ocorreu comigo). Dois anos depois, surge uma despesa médica inesperada. Nesse período, o cenário econômico piorou, os juros subiram e o valor de mercado do seu título caiu 15%.

Você terá a liquidez para vender o título e obter o dinheiro no dia seguinte, mas será forçado a aceitar a perda de 15% sobre o valor aplicado.

Risco de Reinvestimento: Queda nos Juros no Longo Prazo

Este é um risco mais sofisticado e que afeta principalmente o planejamento de longo prazo. O risco de reinvestimento é a possibilidade de que, no vencimento do seu título ou no recebimento de cupons de juros, você não consiga encontrar outras aplicações com a mesma rentabilidade atrativa que tinha antes.

Exemplo Prático:

  1. Objetivo: Acumular patrimônio para a aposentadoria.
  2. Ação: Em 2024, num cenário de juros altos, você compra um Tesouro Prefixado 2029 com uma excelente taxa de 12% ao ano.
  3. Vencimento: Em 2029, o título vence e você recebe seu capital de volta com os ótimos rendimentos.
  4. O Risco se Materializa: Agora, você precisa reinvestir esse dinheiro. Porém, a economia melhorou, a inflação está controlada e os juros caíram. A melhor taxa que você encontra para um novo título de prazo similar é de apenas 7% ao ano. A capacidade de multiplicação do seu patrimônio para os anos seguintes foi drasticamente reduzida.

Os novos títulos Tesouro RendA+ e Tesouro Educa+ foram criados justamente para mitigar esse risco, pois permitem que o investidor trave uma renda mensal por um longo período (20 e 5 anos, respectivamente), planejando antecipadamente o “reinvestimento” dos recursos.

Risco Cambial Indireto: Exposição ao Cenário Global

Embora os títulos do Tesouro sejam negociados em Reais, eles não estão em uma bolha. Eventos globais, principalmente aqueles que afetam o dólar e a política monetária dos Estados Unidos, geram um efeito cascata que atinge em cheio os investimentos no Brasil.

Isso porque o Real é atrelado ao Dólar (ambas moedas fiduciárias).

Pense nisso como um efeito dominó: a primeira peça cai em Washington quando o banco central americano (Federal Reserve) decide aumentar os juros por lá. Isso torna os títulos americanos mais atraentes, levando investidores globais a venderem ativos no Brasil para comprar em dólar.

Isso é o que o mercado chama de fuga de capitais. Essa fuga de capitais derruba a próxima peça: o Real se desvaloriza e o dólar sobe. Com o dólar mais caro, produtos importados e insumos dolarizados pressionam a inflação aqui, derrubando a terceira peça.

Para conter essa inflação “importada”, o Banco Central do Brasil se vê pressionado a subir a Taxa Selic. A última peça a cair é o preço do seu investimento: a expectativa de juros mais altos no Brasil faz com que, pela marcação a mercado, o valor dos seus títulos Tesouro Prefixado e IPCA+ de longo prazo diminua.

Assim, uma decisão tomada a milhares de quilômetros pode, indiretamente, reduzir o valor do seu investimento aqui no Brasil.

Estratégias para Reduzir os Riscos

Após conhecer os 6 principais riscos do Tesouro Direto — desde as flutuações diárias da marcação a mercado até as pressões indiretas do cenário global — a boa notícia é que nenhum deles é um beco sem saída.

Pelo contrário, para cada risco, existe uma estratégia clara e bem definida para alcançar a mitigação. As táticas a seguir transformam os perigos na sua maior vantagem como investidor individual.

Diversificação de Títulos e Prazos

O velho ditado “não coloque todos os ovos na mesma cesta” é a base da diversificação. No Tesouro Direto, isso significa combinar diferentes tipos de títulos e prazos para equilibrar os riscos e os potenciais de retorno, atribuindo uma função específica para cada parte do seu dinheiro.

  • Para a Reserva de Emergência (Curto Prazo): Utilize o Tesouro Selic. Sua baixa volatilidade, liquidez diária e rendimento atrelado aos juros básicos o tornam perfeito para aquele dinheiro que pode ser necessário a qualquer momento, sem o risco de perdas significativas no resgate.
  • Para Objetivos de Médio Prazo (ex: comprar um carro em 5 anos): Considere o Tesouro Prefixado ou o Tesouro IPCA+ com vencimento próximo à data do seu objetivo. Isso permite travar uma boa rentabilidade ou proteger seu poder de compra para uma meta específica.
  • Para Objetivos de Longo Prazo (ex: aposentadoria, educação dos filhos): O foco deve ser nos títulos Tesouro IPCA+, incluindo as novas modalidades Tesouro RendA+ e Tesouro Educa+. Eles são os mais indicados para proteger seu patrimônio contra a corrosão da inflação ao longo de décadas.

Alinhar o Vencimento ao Objetivo

Esta é, sem dúvida, a estratégia mais poderosa e eficaz para mitigar a maioria dos riscos do Tesouro Direto.

Por isso que quando falo com meus clientes, a primeira parte da nossa conversa na consultoria é: vamos saber qual o seu SCO? Esse é o acrônimo que uso para Situação financeira, Conhecimento sobre os instrumentos de investimento e Objetivos do cliente (valores e prazos). Sem isso, não conseguiremos saber as “datas de vencimentos” a serem perseguidas.

Se você mantiver seu título até a data de vencimento, receberá exatamente a rentabilidade contratada no momento da compra, independentemente de toda a volatilidade que ocorrer no meio do caminho.

Ao fazer isso, você efetivamente neutraliza o risco de mercado, o risco de juros e o risco de liquidez (de vender a um preço ruim). As oscilações diárias no preço do título se tornam apenas um ruído irrelevante.

Guia Prático para Alinhar Vencimentos:

  1. Defina o Objetivo: Seja o mais específico possível. Ex: “Dar a entrada em um apartamento em 2035”.
  2. Quantifique a Meta: Ex: “Vou precisar de R$ 200.000 para a entrada”.
  3. Encontre o Título: Na plataforma do Tesouro Direto, procure por um título com vencimento em 2035 ou próximo a essa data, como o “Tesouro IPCA+ 2035”.
  4. Invista e Mantenha: Realize seus aportes com a firme intenção de só resgatar o dinheiro na data de vencimento.
  5. Resultado Garantido: Em 2035, o Tesouro Nacional depositará em sua conta o valor corrigido pela inflação do período mais a taxa de juros real que você contratou lá atrás (descontando obviamente a taxa de custódia e o imposto de renda devido).

Perceba que, a taxa de custódia e o imposto de renda devido deverá ser considerado no investimento para garantir que você alcance seus objetivos de forma concreta.

Monitorar Cenários Econômicos

Embora tentar prever os movimentos do mercado seja uma tarefa difícil e não recomendada para a maioria dos investidores (eu mesmo recomendo descartar esse monitoramento), estar ciente do cenário econômico ajuda a tomar decisões mais inteligentes para novos aportes.

Principais Indicadores para Acompanhar:

  • Taxa Selic: Acompanhe as decisões do Copom e as projeções do mercado (Boletim Focus). Elas indicam a direção dos juros e afetam diretamente o Tesouro Selic e as taxas dos novos títulos.
  • IPCA: Fique de olho nos relatórios de inflação. Uma inflação persistentemente alta pode levar a aumentos da Selic e torna os títulos Tesouro IPCA+ mais interessantes para proteger o poder de compra.
  • Cenário Fiscal e Câmbio: Notícias sobre gastos do governo, dívida pública e a cotação do dólar dão pistas sobre as expectativas de juros e inflação no longo prazo, influenciando os preços dos títulos.

O objetivo desse monitoramento não é vender seus títulos de longo prazo em pânico, mas sim identificar oportunidades.

Por exemplo, se o mercado está pessimista e os juros futuros estão muito altos, pode ser um bom momento para travar essas taxas elevadas em um novo investimento de Tesouro Prefixado ou IPCA+.

Conclusão

A reputação do Tesouro Direto como um porto seguro é, em grande parte, justificada, especialmente no que tange ao risco de crédito.

Contudo, é fundamental que o investidor compreenda que essa segurança não é absoluta. Os riscos de mercado, de juros, de liquidez, de reinvestimento e cambial são reais e podem, sim, resultar em perdas financeiras, principalmente para quem precisa resgatar o dinheiro antes do prazo.

O maior risco, no fim das contas, não está no investimento em si, mas na falta de conhecimento do investidor (lembra por que uso o SCO?).

Ao compreender os 6 riscos detalhados aqui e ao aplicar a estratégia de alinhar o vencimento de cada título a um objetivo financeiro claro e definido, você investidor assume o controle.

As flutuações do mercado deixam de ser uma fonte de ansiedade e passam a ser entendidas como parte do processo. Com um plano bem definido, o Tesouro Direto se consolida como uma ferramenta poderosa e resiliente para a construção de um futuro financeiro sólido.

Mas, a melhor estratégia depende exclusivamente dos seus objetivos e por isso, ser muito transparente com o seu consultor fará toda a diferença. Além disso, atrelar a previsibilidade da Renda Fixa com a convexidade das ações, pode fazer muita diferença no seu patrimônio futuro.

Se não sabe nada de ações ainda, talvez seja do seu interesse ler o artigo: O que é uma ação? Nele, explico em detalhes o que são ações e como elas podem alavancar seu resultado final.

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Grande abraço, Arlei.

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Perguntas Frequentes (FAQ)

É verdade que posso perder dinheiro investindo no Tesouro Direto, mesmo sendo o investimento mais seguro do Brasil?

Sim, é verdade. Embora o risco de o governo não pagar a dívida (risco de crédito) seja extremamente baixo, você pode perder dinheiro se precisar vender um título Tesouro Prefixado ou Tesouro IPCA+ antes do vencimento, em um momento em que seu preço de mercado tenha caído devido a uma alta nas taxas de juros (efeito da marcação a mercado).

Qual é o melhor título do Tesouro Direto para minha reserva de emergência?

O Tesouro Selic. Sua rentabilidade acompanha a taxa básica de juros, ele possui volatilidade de preço muito baixa e pode ser resgatado diariamente sem risco significativo de perda. Essas características o tornam ideal para guardar o dinheiro que você pode precisar para uma emergência.

O que é a “marcação a mercado” em um exemplo simples?

Imagine que você está vendendo um carro usado. O preço que você consegue por ele hoje não depende do quanto você pagou, mas sim das condições do mercado de carros usados hoje. Da mesma forma, o preço do seu título hoje depende das condições do “mercado de títulos”, ou seja, das expectativas atuais de juros. Se novos títulos estão sendo vendidos com taxas melhores, o preço do seu título antigo precisa cair para que ele continue sendo competitivo.

Se o risco de calote do governo é tão baixo, por que as notícias falam tanto em “risco fiscal”?

O “risco fiscal” refere-se à preocupação do mercado com a capacidade do governo de controlar seus gastos e sua dívida. Esse risco geralmente não aponta para um calote imediato. Em vez disso, ele leva os investidores a acreditarem que a inflação e os juros terão que ser mais altos no futuro. Essa simples expectativa já é suficiente para fazer os preços dos títulos de longo prazo caírem hoje.

Como posso garantir que não vou perder dinheiro com a marcação a mercado?

A única forma 100% garantida é manter o seu título até a data de vencimento. Ao fazer isso, você receberá exatamente a rentabilidade que foi prometida no momento da compra, tornando todas as oscilações de preço que aconteceram durante o período de investimento irrelevantes.

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