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O que é CDB? Guia Definitivo Para Investir Melhor em 2025

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Se você já se perguntou se o seu dinheiro poderia render mais do que na tradicional caderneta de poupança, a resposta é: com certeza! Para muitos brasileiros, o primeiro passo na construção de patrimônio é o CDB. Mas, afinal, o que é essa sopa de letrinhas?

Imagine que você está emprestando dinheiro para um banco. É isso mesmo. O banco pega esse valor para financiar suas próprias atividades, como conceder empréstimos a outros clientes, e, em troca desse “favor”, ele te paga de volta o valor original acrescido de juros.

Essa é a lógica simples por trás do Certificado de Depósito Bancário, um dos investimentos mais populares e acessíveis do mercado financeiro.

Neste guia, vou apresentar tudo o que você precisa saber sobre o CDB: como ele funciona na prática, seus diferentes tipos, os custos envolvidos, os riscos, a segurança e, claro, um passo a passo para você começar a investir.

O que é CDB?

CDB é a sigla para Certificado de Depósito Bancário. Em termos técnicos, é um título de renda fixa emitido por instituições financeiras, ou seja, bancos.

O objetivo do banco ao emitir um CDB é captar recursos. Esse dinheiro levantado com os investidores é utilizado nas operações do banco: conceder crédito para pessoas e empresas, financiar projetos imobiliários, reforçar o próprio caixa, entre outras atividades.

Nessa relação, o investidor assume o papel de credor (quem empresta), enquanto o banco é o devedor (quem pega o dinheiro emprestado). Ao final de um prazo combinado, o banco devolve o dinheiro com uma remuneração, que são os juros.

Como funciona o CDB?

Para entender de verdade como um CDB funciona e escolher a melhor opção para os seus objetivos, é necessário conhecer as cinco características principais que definem cada título: Rentabilidade, Liquidez, Custos, Investimento Mínimo e Prazos.

Rentabilidade

A rentabilidade é, simplesmente, o quanto o seu dinheiro vai render. É tipo um “aluguel” que o banco paga a você por ter emprestado seu dinheiro a ele. Existem três formas principais de remuneração de um CDB:

  • Prefixado: Neste modelo, a taxa de juros é combinada no momento da aplicação e não muda mais. Por exemplo, um CDB que paga 10% ao ano. Você sabe exatamente qual será o seu ganho bruto no vencimento do título. É ideal para quem busca previsibilidade.
  • Pós-fixado: É o tipo mais comum no mercado. A rentabilidade está atrelada a um indicador econômico, geralmente o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que caminha lado a lado com a taxa Selic. A oferta aparecerá como “110% do CDI”, por exemplo. O rendimento final vai variar conforme as flutuações desse indicador.
  • Híbrido: Como o nome sugere, é uma mistura dos dois anteriores. Ele paga uma taxa fixa mais a variação de um índice de inflação, como o IPCA. Por exemplo: IPCA + 5% ao ano. Esse tipo de CDB protege seu poder de compra, garantindo um ganho real (acima da inflação).

Além desses, existe também o CDB Progressivo, no qual a taxa de rentabilidade aumenta conforme o tempo que o dinheiro permanece aplicado. Um banco pode oferecer, por exemplo, 95% do CDI no primeiro ano, 100% no segundo e 105% no terceiro, como forma de incentivar o investimento de longo prazo.

A escolha entre um CDB prefixado e um pós-fixado reflete a visão do investidor sobre o futuro da economia brasileira. Ao travar uma taxa em um CDB prefixado, o investidor se beneficia se os juros (taxa Selic) caírem no futuro, pois sua taxa garantida será superior às novas ofertas do mercado. Por outro lado, ao optar por um pós-fixado, o investidor aposta que os juros permanecerão altos ou subirão, fazendo seu rendimento acompanhar esse movimento.

Liquidez

Liquidez é a facilidade e a rapidez com que você consegue transformar seu investimento de volta em dinheiro na sua conta. Nos CDBs, a liquidez se apresenta de duas formas principais:

  • Liquidez Diária: Permite que o investidor resgate o dinheiro a qualquer momento, geralmente caindo na conta no mesmo dia ou no próximo dia útil (D+0 ou D+1). Essa flexibilidade torna os CDBs com liquidez diária ideais para a construção de uma reserva de emergência (embora eu recomende o uso do Tesouro Selic para isso). O preço dessa conveniência, no entanto, costuma ser uma rentabilidade um pouco menor em comparação com outras opções.
  • Liquidez no Vencimento: Neste caso, o dinheiro só pode ser resgatado na data de vencimento do título. Para compensar a falta de flexibilidade, esses CDBs geralmente oferecem taxas de juros mais atrativas. Tentar um resgate antecipado, quando permitido pelo banco, pode acarretar penalidades ou a venda do título no mercado secundário, sujeito às condições de preço do momento, um processo conhecido como marcação a mercado.

Custos

Investir em CDB não é isento de custos, mas eles são bem transparentes. Os principais são dois impostos, ambos cobrados apenas sobre os rendimentos, e não sobre o valor total aplicado.

  • Imposto de Renda (IR): A cobrança segue uma tabela regressiva, ou seja, quanto mais tempo o dinheiro fica investido, menor é a alíquota do imposto. Essa é uma grande vantagem para o investidor de longo prazo:
    • Até 180 dias – 22,5%
    • De 181 a 360 dias – 20%
    • De 361 a 720 dias – 17,5%
    • Acima de 720 dias – 15%
  • Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): Esse imposto funciona como uma “punição” para resgates de curtíssimo prazo (a intenção é evitar especulação com o título no curto prazo). Ele só incide se o dinheiro for retirado nos primeiros 29 dias da aplicação. A alíquota também é regressiva, começando em 96% do rendimento no primeiro dia e caindo para 0% no 30º dia.

Um ponto extremamente positivo é que ambos os impostos são retidos na fonte. Isso significa que, no momento do resgate, a instituição financeira já calcula, desconta e repassa os impostos ao governo. O valor que cai na sua conta já é líquido, sem que você precise se preocupar com burocracias de pagamento.

Nosso sócio, o Governo, cuida disso para nós! 🙂

Investimento Mínimo

Não existe um valor mínimo e único para começar a investir em CDB. O aporte mínimo varia muito de acordo com o banco emissor e a oferta específica.

Em grandes bancos tradicionais, é comum encontrar CDBs com aplicação mínima de R$ 500 ou R$ 1.000. No entanto, com a popularização dos bancos digitais e corretoras de investimentos, o acesso se tornou muito mais democrático. Hoje, é possível encontrar excelentes opções de CDBs com investimento inicial de R$ 100, R$ 50 ou até mesmo R$ 1 (as famosas contas correntes que rendem diariamente).

Geralmente, há uma relação entre o porte do banco e a atratividade da oferta. Bancos menores, para competir com os gigantes do mercado, tendem a oferecer CDBs com rentabilidades maiores e valores de entrada mais baixos para atrair clientes.

Além disso, os bancos menores se apóiam na pseudo-segurança do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para trazer mais clientes. Explico melhor sobre o FGC a frente.

Prazos

Todo CDB possui um prazo de vencimento, que é a data final do contrato de investimento. Nesse dia, o valor aplicado mais todos os juros acumulados são depositados automaticamente na sua conta. Os prazos podem variar de alguns meses a mais de cinco anos.

É importante não confundir prazo com carência. A carência é o período mínimo em que o dinheiro precisa ficar aplicado antes de poder ser resgatado, mesmo em um CDB com liquidez diária.

Por exemplo, um CDB pode ter liquidez diária, mas uma carência de 90 dias. Isso significa que você só poderá acionar a liquidez diária após os primeiros três meses de aplicação. Fique sempre atento a essa informação!

Ofertas de CDB de Acordo o Perfil do Investidor

Não existe o “melhor CDB” de forma absoluta. O melhor é aquele que se alinha aos seus objetivos e ao seu perfil de investidor.

  • Perfil Conservador / Reserva de Emergência: Para quem prioriza segurança e acesso imediato ao dinheiro, a escolha ideal é um CDB pós-fixado com liquidez diária que pague, no mínimo, 100% do CDI. A aplicação deve ser feita em um banco sólido e de boa reputação (mas lembre-se, Reserva de Emergência é no Tesouro Selic).
  • Perfil Moderado / Metas de Médio Prazo: Para quem tem um objetivo bem definido, como comprar um carro em três anos, é possível abrir mão da liquidez diária em troca de melhores retornos. A opção pode ser um CDB com liquidez no vencimento (prefixado ou pós-fixado) com um prazo compatível com a meta. Nesses casos, vale a pena pesquisar em corretoras, que costumam agregar ofertas atrativas de bancos de médio porte.

Além dessas duas questões, é comum que os bancos ofereçam produtos diferentes, com mais rentabilidade por exemplo (120% do CDI), para investidores que possuam um valor acima de X mil reais, investidos na instituição.

Quais são os tipos de CDBs?

Para facilitar a memorização, podemos classificar os CDBs de duas maneiras principais: pela forma como você pode resgatar o dinheiro (liquidez) e pela forma como ele rende (rentabilidade).

CDB com liquidez diária

Sua principal característica é a flexibilidade de poder resgatar o dinheiro investido a qualquer dia útil. É uma alternativa mais rentável que a poupança, mas com a mesma segurança e praticidade.

CDB com vencimento determinado

Aqui, o resgate só pode ser feito na data de vencimento do título. É a escolha para metas com prazo definido, como a entrada de um imóvel ou uma viagem planejada. A recompensa por deixar o dinheiro “preso” por mais tempo costuma ser uma taxa de juros mais elevada.

CDB prefixado, pós-fixado e híbrido

Essa classificação diz respeito à forma de remuneração, como já detalhado anteriormente:

  • Prefixado: Para quem quer certeza do retorno.
  • Pós-fixado: Para quem quer acompanhar as taxas de juros do mercado.
  • Híbrido: Para quem busca proteção contra a inflação e um ganho real garantido.

Agora que você conhece os diferentes tipos de CDBs, é hora de esclarecer duas das dúvidas mais comuns que confundem os investidores, envolvendo outras siglas famosas do mercado: o CDI e o Tesouro Direto.

Qual é a diferença entre CDB e CDI?

Essa é uma das maiores fontes de confusão para investidores iniciantes. A distinção é simples: o CDB é um produto de investimento que você pode comprar. O CDI é uma taxa de juros que serve de referência.

Pense da seguinte forma: o CDB é o carro, e o CDI é o velocímetro. O velocímetro (CDI) mede a “velocidade” (rentabilidade) do seu carro (CDB), mas você não pode dirigir o velocímetro.

O CDI, ou Certificado de Depósito Interbancário, é a taxa média dos empréstimos de curtíssimo prazo que os bancos fazem entre si para fechar o caixa do dia. Como essa taxa reflete o custo do dinheiro no sistema financeiro, ela anda sempre muito próxima da taxa Selic (a taxa básica de juros da economia) e, por isso, se tornou o principal índice de referência para a renda fixa no Brasil.

Qual é a diferença entre CDB e Tesouro Direto?

A escolha entre CDB e Tesouro Direto é outro dilema comum para quem começa a investir. A principal diferença entre eles está em para quem você está “emprestando” o seu dinheiro.

  • No Tesouro Direto, você empresta dinheiro para o Governo Federal através da compra de títulos públicos.
  • No CDB, você empresta dinheiro para um banco (público ou privado).

Essa diferença no emissor define a hierarquia de risco. O Governo Federal é considerado o devedor mais seguro de um país, pois, em última instância, ele pode emitir moeda para pagar suas dívidas.

Por isso, os títulos do Tesouro Direto são vistos como o investimento de menor risco do mercado brasileiro. Os bancos, por sua vez, possuem um risco de crédito ligeiramente maior.

Para compensar esse risco adicional, um CDB precisa oferecer uma rentabilidade maior que um título público comparável para ser vantajoso. Por exemplo, um CDB pós-fixado que pague menos de 100% do CDI geralmente não é um bom negócio quando comparado ao Tesouro Selic, que rende a taxa Selic (praticamente o mesmo que 100% do CDI) e tem a garantia do governo.

Para te ajudar, montei essa tabela comparativa entre CDB e Tesouro Direto. Pode usar ela como um guiazinho rápido!

CaracterísticaCDB (Certificado de Depósito Bancário)Tesouro Direto (Ex: Tesouro Selic)
EmissorBancos (instituições financeiras)Tesouro Nacional (Governo Federal)
RiscoRisco de crédito do banco emissorConsiderado o menor risco do mercado (risco soberano)
GarantiaFundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil100% garantido pelo Tesouro Nacional
RentabilidadeGeralmente um percentual do CDI (ex: 110% do CDI)Taxa Selic + um pequeno ágio/deságio
Tributação (IR)Tabela Regressiva (22,5% a 15%)Tabela Regressiva (22,5% a 15%)
LiquidezPode ser diária ou apenas no vencimentoDiária (D+1)

Quais são os Riscos de Investir em CDBs?

Embora seja um investimento de baixo risco (se for de bancão nem assinatura do cliente precisa ter), o CDB não é isento de perigos. É importante conhecê-los para tomar as melhores decisões:

  1. Risco de Crédito: É o risco de o banco emissor não conseguir honrar o pagamento, ou seja, dar um “calote”. Este é o principal risco e está diretamente ligado à saúde financeira da instituição.
  2. Risco de Liquidez: Este risco surge quando você precisa do dinheiro antes do prazo de vencimento de um CDB que não tem liquidez diária. Você pode ter dificuldade em vender o título ou ser obrigado a vendê-lo com prejuízo no mercado secundário.
  3. Risco de Mercado: Afeta principalmente os CDBs prefixados (da mesma forma que ocorre com os Tesouros Prefixados e IPCA+). Imagine que você contratou um CDB com taxa de 12% ao ano. Se, meses depois, a taxa Selic subir e os novos CDBs estiverem pagando 15%, seu investimento estará rendendo menos que o mercado. Você não perdeu dinheiro, mas deixou de ganhar mais. É um custo de oportunidade.

É seguro investir em CDBs?

Após conhecer os riscos, a pergunta natural é: como me proteger? A resposta para o principal deles, o risco de crédito, torna o CDB um dos investimentos mais seguros do país: o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, mantida pelos próprios bancos para proteger os investidores. Ele funciona como um seguro: caso o banco onde você investiu venha a quebrar, o FGC devolve o seu dinheiro.

Mas não é uma garantia soberana com a do Tesouro Nacional! No geral, o FGC consegue cobrir por volta de 2,5% a 3% do montante emprestado pelos bancos. Ou seja, de apenas 2 ou 3 bancos médios quebrarem, eles levam o FGC junto. Vejamos as regras para a garantia do FGC.

A proteção do FGC tem limites bem definidos:

  • Garante até R$ 250.000 por CPF e por conglomerado financeiro. Esse valor inclui o montante que você investiu mais os juros que renderam até a data da quebra do banco.
  • Existe um teto global de R$ 1 milhão por CPF, que se renova a cada quatro anos. Isso significa que o FGC cobre seus investimentos em diferentes instituições, até o limite total de R$ 1 milhão nesse período.

Apesar dessa robusta camada de proteção, é importante entender que o FGC é uma rede de segurança, não uma garantia soberana. O processo de ressarcimento não é instantâneo e pode levar algum tempo para ser concluído. Durante esse período, seu dinheiro fica inacessível e sem render.

Por isso, mesmo com a garantia, é sempre prudente avaliar a saúde financeira do banco emissor, especialmente ao se deparar com ofertas de rentabilidade muito acima da média do mercado, que podem sinalizar um risco maior (acima de 110% do CDI já recomendo uma análise mais aprofundada do emissor).

Mas como garantir, na prática, que seu investimento estará 100% coberto pelo FGC? A seguir, vamos a um cálculo prático que todo investidor deveria saber fazer.

Cálculo Prático de Cobertura do FGC

Uma dúvida comum é: se o FGC cobre até R$ 250.000 (principal + juros), qual o valor máximo que posso investir hoje para que, no vencimento, o montante total não ultrapasse esse limite?

Para descobrir isso, usamos a fórmula do Valor Presente (PV), derivada da fórmula de juros compostos.

A fórmula é:

PV = FV / (1 + i)^n

Onde FV é o Valor Futuro (R$ 250.000), i é a taxa de juros do período, e n é o número de períodos.

Vamos a dois exemplos práticos com CDBs prefixados (com pós fixado, é quase impossível realizar esse cálculo).

Máximo a investir com um CDB de 10% a.a. por 3 anos

Passo 1: Variáveis
Valor Futuro (FV): R$ 250.000
Taxa de juros (i): 10% ao ano, ou 0,10
Prazo (n): 3 anos

Passo 2: Fórmula
PV = 250.000 / (1 + 0,10)^3
PV = 250.000 / 1,331

Passo 3: Resultado
PV = R$ 187.828,70

Conclusão: Para este CDB, o investimento inicial máximo para se manter dentro da garantia do FGC é de R$ 187.828,70.

Máximo a investir com um CDB de 15% a.a. por 3 anos

Passo 1: Variáveis
Valor Futuro (FV): R$ 250.000
Taxa de juros (i): 15% ao ano, ou 0,15
Prazo (n): 3 anos

Passo 2: Fórmula
PV = 250.000 / (1 + 0,15)^3
PV = 250.000 / 1,520875

Passo 3: Resultado
PV = R$ 164.379,35

Conclusão: Com uma taxa de juros maior, o valor máximo a ser investido inicialmente diminui para R$ 164.379,35, para que o montante final não exceda a cobertura do FGC.

Como investir em CDBs?

Investir em CDB é um processo simples e rápido, que pode ser resumido em cinco passos:

  1. Defina seus Objetivos e Perfil de Investidor: Antes de tudo, saiba por que você está investindo (complemento da reserva de emergência, uma viagem, aposentadoria). Isso determinará o tipo de CDB (liquidez, prazo, rentabilidade) mais adequado para você.
  2. Abra uma Conta em um Banco ou Corretora: Você pode investir diretamente pelo seu banco, mas as corretoras de valores costumam oferecer uma variedade muito maior de CDBs de diferentes instituições, funcionando como um “shopping de investimentos”. Abrir uma conta é gratuito e online.
  3. Transfira os Recursos: Após abrir a conta, transfira o dinheiro que deseja investir da sua conta bancária para a conta da corretora, geralmente via PIX ou TED.
  4. Escolha o CDB: Na plataforma da corretora, acesse a seção de “Renda Fixa”. Lá você encontrará uma lista de CDBs disponíveis. Compare as opções usando os critérios que aprendeu: emissor, rentabilidade, prazo, liquidez e investimento mínimo. Atente-se para ofertas “boas demais”.
  5. Realize a Aplicação: Após escolher o CDB ideal, basta inserir o valor que deseja aplicar e confirmar a operação. Pronto, você acabou de comprar um CDB.

Devo investir em CDB?

Não há uma resposta correta, mas o CDB é, sem dúvida, uma ferramenta financeira a ser utilizada.

O CDB é uma excelente opção se você:

  • É um investidor iniciante e busca um investimento seguro e de fácil compreensão.
  • Quer uma rentabilidade superior à da poupança, com o mesmo nível de segurança (garantia do FGC).
  • Precisa de um lugar para formar um complemento da sua reserva de emergência (usando um CDB com liquidez diária que renda no mínimo 100% do CDI).
  • Tem metas de médio prazo e pode deixar o dinheiro investido por um tempo em troca de um retorno maior.

Talvez existam outras opções melhores se você:

  • Busca altíssima rentabilidade e aceita correr mais riscos? Nesse caso, o mercado de ações pode ser mais indicado, mas demanda mais estudo.
  • Tem como foco principal a isenção de impostos? Vale comparar o rendimento líquido de um CDB com o de uma LCI ou LCA, que são isentas de IR (por enquanto).
  • Quer se proteger da inflação no longuíssimo prazo? Um CDB Híbrido ou um título Tesouro IPCA+ podem ser mais eficientes.

Considerações Finais

O Certificado de Depósito Bancário é em geral a porta de entrada segura, rentável e acessível para os iniciantes em investimentos. Seja para construir um complemento da reserva de emergência com liquidez diária ou para planejar objetivos de médio prazo com taxas mais atrativas. Sempre existe um CDB adequado para praticamente todo perfil de investidor.

Após você entender seus mecanismos de rentabilidade, liquidez, custos e, principalmente, a segurança oferecida pelo FGC, você ganha a confiança necessária para dar os primeiros passos.

O conhecimento adquirido neste guia é a sua principal ferramenta para tirar o dinheiro da poupança e colocá-lo para trabalhar de verdade por você.

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Forte abraço, Arlei Oliveira.

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Perguntas Frequentes (FAQ)

O que é CDB?

É um Certificado de Depósito Bancário. Na prática, é como fazer um empréstimo para um banco em troca de receber o valor de volta com juros após um determinado prazo.

CDB rende mais que a poupança?

Sim. Geralmente, o CDB oferece uma rentabilidade significativamente maior que a da poupança, contando com o mesmo nível de segurança para valores até R$ 250 mil (principal + juros), graças à garantia do FGC.

Qual o valor mínimo para investir em CDB?

Varia muito. Em grandes bancos, pode começar em R$ 500, mas em bancos digitais e corretoras é possível encontrar opções a partir de R$ 1. Até mesmo contas corrente que pagam juros diários.

Posso resgatar meu CDB a qualquer momento?

Depende. Se o CDB tiver “liquidez diária”, sim. Se tiver “liquidez no vencimento”, o resgate só pode ser feito na data final do contrato, sob risco de penalidades se tentar retirar antes.

CDB tem Imposto de Renda?

Sim, mas apenas sobre o lucro (rendimento). A alíquota diminui com o tempo, de 22,5% para até 15%, e o imposto é descontado automaticamente no momento do resgate.

Qual a diferença entre CDB e LCI/LCA?

A principal diferença é que LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) são isentas de Imposto de Renda (até o momento). No entanto, é preciso sempre comparar a rentabilidade líquida final, pois um CDB com imposto pode, em alguns casos, render mais que uma LCI/LCA isenta.

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