Quanto rende a poupança? Se a resposta que veio na sua cabeça foi “70% da Selic”, guarda essa resposta — porque ela está errada hoje.
Resumo rápido
- A poupança tem duas fórmulas e um ponto de corte exato: meta Selic em 8,5% ao ano.
- Acima de 8,5% a.a. (o caso agora), ela trava em 0,5% ao mês + TR e não acompanha a alta do juro.
- O Tesouro Selic acompanha a Selic, mas tem três descontos que a poupança não tem: Imposto de Renda (tabela regressiva), IOF (só em resgate antes de 30 dias) e taxa de custódia da B3 (0,20% a.a. sobre o que passar de R$10 mil por CPF).
- No patamar de Selic desta pesquisa (14,25% a.a.), o Tesouro Selic rende mais líquido — mesmo depois do Imposto de Renda — mas por uma margem menor do que a diferença bruta sugere.
- Não é uma regra fixa para decorar: é uma conta de quatro passos que você refaz toda vez que a Selic muda.
Não errada porque mudou a lei. Errada porque a poupança tem duas fórmulas diferentes, e qual delas vale depende de um número exato que a Selic precisa cruzar. E o regime que está valendo agora não é o dos 70%. É o outro — o mais travado, o que vira teto de fábrica bem no momento em que a poupança mais precisaria acompanhar o juro.
Neste artigo eu não vou te entregar uma tabela pronta dizendo “poupança rende X, Tesouro Selic rende Y”. Vou fazer a conta com você, na ordem certa: primeiro descobrir em que regime a poupança está agora, depois aplicar a fórmula certa para esse regime, depois tirar todos os descontos do Tesouro Selic — porque ele também paga imposto — e só no final comparar o líquido dos dois. No meio do caminho, uma armadilha da poupança que quase ninguém comenta, e que pode te custar um mês inteiro de rendimento por sacar um dia errado. Se preferir ver essa conta sendo feita na tela, passo a passo, o vídeo completo está logo abaixo.
Por que “poupança rende 70% da Selic” não é sempre verdade
Resposta curta: essa regra só vale quando a meta Selic está igual ou abaixo de 8,5% ao ano. Acima disso — o caso agora — vale outra fórmula, e a parte que acompanha o juro trava.
Eu sou o Júnior Ju, consultor habilitado pela CVM e certificado pela ANBIMA. Antes de abrir a calculadora, deixa eu te contar por que esse dogma existe — porque ele não nasceu do nada. Se você nunca parou para ver como a poupança funciona por dentro, vale a leitura antes de seguir.
Numa série histórica de 2006 a 2025, o CDI bateu a poupança em ganho real, acima da inflação, em todos os anos, segundo levantamento da Toro Investimentos. Então “poupança perde” é, na direção, uma frase verdadeira. O problema não é a direção — é tratar a distância entre os dois como se fosse uma constante. Ela não é. A distância entre poupança e Tesouro Selic abre e fecha mecanicamente, dependendo de um único número: a meta Selic definida pelo Copom.
Perceba que isso muda até a forma de ler o resultado. Em 2025, por exemplo, a poupança bateu a inflação pelo quarto ano seguido — rendeu acima do IPCA, ganho real positivo. Só que, no mesmo ano, o CDI entregou mais do que o dobro do ganho real dela, segundo o InfoMoney. Ou seja: “bater a inflação” e “ser competitiva” são duas coisas diferentes, e o dogma de bar costuma misturar as duas.
A regra do Banco Central: dois regimes, um corte em 8,5% ao ano
Resposta curta: acima de 8,5% a.a. de meta Selic, a poupança rende 0,5% ao mês + TR; igual ou abaixo de 8,5% a.a., rende 70% da Selic mensalizada + TR.
A regra que decide tudo isso é do Banco Central, e ela tem um ponto de corte exato, conforme a página oficial de remuneração da poupança: Selic meta em 8,5% ao ano.
| Meta Selic vigente | Fórmula da poupança |
|---|---|
| Acima de 8,5% a.a. | 0,5% ao mês, fixo, mais TR |
| Igual ou abaixo de 8,5% a.a. | 70% da Selic, mensalizada, mais TR |
É só isso. Duas fórmulas, um ponto de corte. E é esse desenho — não o resultado decorado — que vale a pena guardar, porque a Selic vai continuar mudando depois deste artigo, e você vai continuar precisando saber em que regime a poupança está.
Isso significa que quando a Selic sobe muito, a poupança fica presa no 0,5% ao mês, enquanto o Tesouro Selic, o CDI, o CDB, tudo que acompanha a Selic de verdade, sobe junto. A distância entre eles se escancara justamente no momento em que a Selic está mais alta — que, ironicamente, é quando mais gente comenta “os juros estão bons agora”. Bons para quem está no produto certo.
Vamos em quatro passos, na ordem em que eu mesmo seguiria fazendo essa conta: descobrir o regime → aplicar a fórmula → tirar os descontos do Tesouro Selic → comparar o líquido. O passo 3 é o que a maioria dos conteúdos por aí pula, e é justamente o que decide o resultado de verdade.
Passo 1 — Em que regime a poupança está agora?
Antes de qualquer conta, é preciso saber qual é a meta Selic vigente na data em que você está lendo isto — não repetir de cabeça um número da semana passada.
Confirme a meta Selic vigente em bcb.gov.br ou no Relatório Focus mais recente antes de aplicar esta conta. Na pesquisa para este artigo, a Selic estava em 14,25% a.a., definida em reunião do Copom de junho/2026, segundo a Agência Brasil — mas a próxima reunião do Copom acontece em 05/08/2026, e esse número pode já ter mudado.
Achou o número? Agora é matemática de padaria: esse número é maior ou menor que 8,5%?
Se for maior que 8,5% — o caso na data desta pesquisa — a poupança está no regime do teto fixo: 0,5% ao mês, ponto final, mais TR. Não importa se a Selic está em 12%, 14% ou 18%: nesse regime, a parte “adicional” da poupança não sobe mais junto com a Selic. Ela trava.
Se for menor ou igual a 8,5%, entra o regime que todo mundo decorou: 70% da Selic, mensalizada, mais TR. Esse regime acompanha a Selic proporcionalmente — sobe e desce junto.
Passo 2 — Aplicando a fórmula certa (a TR entra em cena)
Falta uma peça: a TR, a Taxa Referencial. Se você tem mais de trinta anos, provavelmente decorou que “TR é zero” — e foi, sim, de 2017 até o fim de 2021, porque o juro do país estava muito baixo. Só que ela voltou a ter valor positivo desde que a Selic voltou a subir, a partir do fim de 2021. Se algum conteúdo por aí está te dizendo “TR = 0” em 2026, ele está desatualizado — e isso muda o resultado da conta.
Confirme o valor da TR do mês corrente na calculadora do cidadão do Banco Central (www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO) ou canal oficial equivalente. No levantamento para este artigo, o valor de referência era de aproximadamente 0,17% no mês, segundo o Brasil Indicadores — mas a TR é recalculada mensalmente, então esse número quase certamente já mudou.
Com o regime confirmado, a fórmula completa fica: 0,5% ao mês + TR do mês. Isso dá a taxa mensal. Para chegar no ano, não se multiplica por 12 — isso é erro comum — o correto é compor mês a mês, porque rendimento de poupança rende sobre rendimento: (1 + 0,5% + TR)¹² − 1.
Usando os números de referência deste levantamento como exercício — 0,5% mais 0,17% de TR dá uma taxa mensal de aproximadamente 0,67%. Compondo isso doze vezes, a poupança bruta do ano fica em torno de 8,3% a.a. Aqui a conta simplifica, segurando a TR constante o ano inteiro só para fins didáticos — na vida real, a TR muda todo mês, então o número final de verdade oscila um pouco para cima ou para baixo disso.
Perceba que a poupança é isenta de imposto de renda para pessoa física. Então esse número bruto que acabamos de calcular já é o líquido dela. Guarde isso — vai importar na comparação final.
A armadilha do aniversário da poupança
Antes de ir para o Tesouro Selic, uma coisa que muda a forma como você pensa em “1 ano de poupança” — e que praticamente nenhum conteúdo de finanças menciona.
A poupança só paga o rendimento do mês se o dinheiro ficar depositado até a data de “aniversário” daquele depósito, conforme a regra oficial do Banco Central. E aqui não tem meio-termo: se você sacar um dia antes do aniversário, perde o rendimento inteiro daquele mês. Não é proporcional, não é “perde só aquele dia” — é tudo ou nada.
Um exemplo concreto: você depositou dia 15 do mês passado. O aniversário desse depósito é sempre dia 15. Se você precisar do dinheiro e sacar no dia 14 — um dia antes — perde o mês inteiro de rendimento daquele ciclo. Se tivesse esperado só mais 24 horas, teria recebido o mês completo.
Perceba que isso é estruturalmente diferente do Tesouro Selic. O Tesouro Selic é marcado a mercado todo dia útil — rende proporcional a cada dia corrido que o dinheiro fica aplicado, e tem liquidez de D+1: você pede o resgate, o dinheiro cai na sua conta no dia útil seguinte, com o rendimento proporcional aos dias que passaram, nem mais nem menos.
Não é uma armadilha proposital — é uma regra de desenho que a maioria das pessoas nunca leu. Mas para quem usa poupança como reserva de emergência e mexe no dinheiro em datas imprevisíveis — que é exatamente o cenário de uma emergência de verdade — essa regra pode custar caro.
Passo 3 — Os três descontos do Tesouro Selic
A poupança já está resolvida: regime certo, TR certa, líquido calculado, armadilha de liquidez mapeada. Agora a parte que a maioria dos conteúdos de “poupança vs Tesouro” pula: os descontos. Sim, o Tesouro Selic também rende bruto e entrega líquido menor. Ele tem três descontos que a poupança não tem.
Desconto 1 — Imposto de Renda, tabela regressiva
Quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, menor a alíquota, segundo a tabela regressiva vigente:
| Prazo da aplicação | Alíquota de IR |
|---|---|
| Até 180 dias | 22,5% |
| De 181 a 360 dias | 20,0% |
| De 361 a 720 dias | 17,5% |
| Acima de 720 dias | 15,0% |
Confirme se essa tabela segue vigente sem alteração, em fonte oficial da Receita Federal ou no simulador do Tesouro Direto.
Aqui mora uma pegadinha que nem todo conteúdo por aí resolve da mesma forma: “1 ano” pode significar 360 dias ou 365/366 dias, dependendo de como você conta. Até 360 dias, você cai na faixa de 181 a 360 dias — alíquota de 20%. Passando de 360 dias, mesmo que seja só um dia a mais, você cai na faixa seguinte — alíquota de 17,5%. Vale a pena rodar as duas contas antes de fechar a comparação, em vez de chutar uma delas.
Desconto 2 — IOF, só se você resgatar antes de 30 dias
Regressivo: começa em 96% sobre o rendimento no primeiro dia e cai até zerar no trigésimo dia, segundo a tabela de IOF na renda fixa. Para uma comparação de 1 ano, o IOF não entra na conta — mas guarde esse dado: se você tirar o dinheiro do Tesouro Selic com menos de um mês de aplicação, ele também não é “grátis”.
Desconto 3 — Taxa de custódia da B3
0,20% ao ano sobre o saldo, cobrada de forma proporcional ao longo do tempo, conforme a tabela de tarifas da B3 — mas com uma isenção que muita gente esquece: os primeiros R$10.000 por CPF, especificamente no Tesouro Selic, não pagam essa taxa. Só o que exceder R$10.000 é taxado.
A poupança, para efeito de comparação, não tem nenhum dos três: isenta de IR, isenta de IOF, sem taxa de custódia ou administração.
Passo 4 — Comparando o líquido: quem rende mais?
Resposta curta: no patamar de Selic desta pesquisa, o Tesouro Selic rende mais líquido que a poupança — mesmo depois de descontar o Imposto de Renda e a custódia da B3.
Todos os ingredientes na mesa: regime da poupança confirmado, TR aplicada, IR do Tesouro Selic decidido, custódia mapeada. Vamos fechar a conta.
Cenário 1 — R$10.000 aplicados, dentro da faixa de isenção da custódia.
Na poupança, usando o rendimento bruto calculado no Passo 2 — que já é líquido, porque é isenta de imposto — R$10.000 rendem, no ano, algo perto de R$830 (valor de referência deste levantamento, sem nenhum desconto adicional). Recalcule com a Selic e a TR vigentes na data em que você está lendo.
No Tesouro Selic, R$10.000 rendendo perto da Selic acumulada no período — tratando a Selic acumulada como referência aproximada do rendimento bruto do título — dá em torno de R$1.425 de rendimento bruto, usando o valor de referência deste levantamento. Confira no simulador do Tesouro Direto (tesourodireto.com.br) a taxa efetiva do título de vencimento mais próximo na data em que você for aplicar.
Descontando o IR: considerando 1 ano como até 360 dias — alíquota de 20% — o imposto fica em torno de R$285, sobrando líquido de R$1.140. Considerando 1 ano como passando de 360 dias — alíquota de 17,5% — o imposto cai para perto de R$250, sobrando R$1.176. Como os R$10.000 estão dentro da faixa de isenção, não há taxa de custódia a descontar nesse cenário.
Perceba que o Tesouro Selic bruto tinha uma vantagem enorme sobre a poupança bruta. Depois do IR, essa vantagem encolheu, mas não sumiu. Mesmo no cenário mais pesado de imposto, o Tesouro Selic ainda entrega mais rendimento líquido que a poupança nesse patamar de Selic.
Cenário 2 — R$20.000 aplicados, para ver a custódia entrar na conta.
Só o Tesouro Selic tem esse desconto extra: dos R$20.000, R$10.000 seguem isentos, e os outros R$10.000 pagam 0,20% ao ano de custódia — cerca de R$20 no ano. Pequeno perto do rendimento total, mas é real, e é mais um motivo pelo qual comparar bruto com bruto é sempre enganoso.
A resposta de “quem rende mais” não muda dependendo da alíquota de IR ser 20% ou 17,5% — nos dois casos o Tesouro Selic ainda ganha, no patamar de Selic confirmado nesta pesquisa. O que muda é o tamanho da vantagem.
A virada de chave
Volta com a gente pelos quatro passos:
- Descobrimos o regime da poupança confirmando a Selic — e, no patamar avaliado aqui, ela está no regime mais travado, o teto fixo de 0,5% ao mês.
- Aplicamos a fórmula certa para esse regime, com a TR do mês, e vimos que a poupança já entrega esse número como líquido, porque é isenta de imposto.
- Tiramos os três descontos do Tesouro Selic — IR pela tabela regressiva, IOF se fosse resgate rápido, custódia da B3 — e vimos que eles corroem parte da vantagem bruta, mas não a apagam.
- Comparamos o líquido dos dois, e o Tesouro Selic venceu — só que por uma margem bem menor do que a diferença bruta sugeria.
Perceba que nada disso é sorte, nem é “o Tesouro Selic é sempre melhor” de forma abstrata. É mecânico. A distância entre poupança e Tesouro Selic é uma função direta de onde a Selic está. Quando a Selic está alta — o cenário confirmado nesta pesquisa — a poupança fica presa no teto fixo enquanto o Tesouro Selic sobe junto com o juro, e a distância se escancara. Se a Selic um dia cair para 8,5% ou menos, a poupança muda de fórmula, passa a acompanhar 70% da Selic, e a distância percentual entre os dois encolhe — mesmo que o Tesouro Selic, por desenho, continue sempre um pouco à frente, porque 70% de qualquer taxa positiva é sempre menor que 100% dela.
A pergunta “poupança ou Tesouro Selic rende mais” não tem uma resposta fixa para decorar. Tem uma resposta que você recalcula, toda vez que a Selic mudar, seguindo os mesmos quatro passos que a gente acabou de percorrer. Você não precisa mais depender de mim, de um blog ou do gerente do banco para te dizer “hoje é assim” — você sabe onde olhar e como montar a conta sozinho.
Este artigo não recomenda que você mova seu dinheiro para um produto específico — isso dependeria da sua reserva de emergência, do seu prazo e do seu perfil, e não é uma recomendação personalizada. O processo aqui é o mesmo que eu aplico na minha própria reserva: confiro o regime vigente, calculo o líquido dos dois, e só então decido.
Assista ao vídeo completo: o cálculo passo a passo, na tela
Neste artigo você viu a lógica dos quatro passos e as fontes por trás de cada um. No vídeo eu faço essa mesma conta na tela, passo a passo, conferindo a Selic e a TR vigentes no dia da gravação, direto em bcb.gov.br e tesourodireto.com.br — sem entregar o resultado pronto antes da hora.
Se este artigo te tirou do dogma de bar e te deixou capaz de refazer essa conta sozinho, comenta lá no vídeo contando qual regime a poupança está na sua tela agora — e se inscreve no canal: toda sexta aqui é dia de comparação, colocando dois produtos lado a lado e fazendo a conta de verdade, sem chute e sem decoreba.
Perguntas frequentes sobre poupança vs Tesouro Selic
Quanto rende a poupança hoje?
Depende do regime vigente: se a meta Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês fixo mais a TR; se está igual ou abaixo de 8,5% ao ano, rende 70% da Selic mensalizada mais a TR. Confira a meta Selic e a TR vigentes em bcb.gov.br antes de aplicar a conta na sua situação.
Poupança rende mais que Tesouro Selic?
No patamar de Selic avaliado nesta pesquisa (acima de 8,5% a.a.), não — o Tesouro Selic rende mais líquido, mesmo depois de descontar IR e custódia. Mas a distância entre os dois muda conforme a Selic sobe ou desce, porque a fórmula da poupança muda de regime nesse ponto de corte.
Qual o imposto de renda do Tesouro Selic?
Segue a tabela regressiva da renda fixa: 22,5% até 180 dias, 20,0% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15,0% acima de 720 dias. Também há IOF regressivo para resgates antes de 30 dias, e taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano sobre o que exceder R$10.000 por CPF.
Por que a poupança rende menos quando a Selic sobe muito?
Porque, acima de 8,5% ao ano de Selic, a poupança entra no regime de teto fixo (0,5% ao mês mais TR), que não acompanha a alta da Selic. Produtos atrelados diretamente à Selic, como o Tesouro Selic, sobem junto com o juro — e é justamente esse descolamento que abre a distância entre os dois.
Este artigo é conteúdo de educação financeira. Não constitui recomendação personalizada de investimento, nem promessa ou garantia de rentabilidade. Poupança e Tesouro Selic são produtos públicos comparados aqui de forma educacional. Todos os valores de Selic, TR e alíquota de IR usados são valores de referência do levantamento desta pesquisa e mudam com o tempo — confira sempre os números vigentes em bcb.gov.br e tesourodireto.com.br antes de qualquer decisão.








