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Renda Fixa É Bom Investimento? 3 Verdades Escondidas

Renda fixa é bom investimento? Se você tem essa dúvida, este artigo vai virar sua cabeça. A verdade é que a renda fixa é um dos melhores investimentos disponíveis — seja nos títulos do Tesouro Direto, seja nos produtos de grandes instituições AAA com garantia do FGC.

Mas existe uma indústria muito forte trabalhando nos bastidores para que você NÃO acredite nisso. E eu vou te mostrar exatamente como isso funciona, com dados reais e números que vão te surpreender.

Este Artigo É Para Você — Um Dos 32 Milhões de Brasileiros

Segundo o último Raio-X do Investidor da ANBIMA, existem 32 milhões de brasileiros que têm condições e recursos financeiros para investir, mas não investem.

Por quê?

Falta de conhecimento. Medo. Desconfiança.

Se você é uma dessas 32 milhões de pessoas que:

  • Deixa o dinheiro parado na poupança
  • Sente que deveria investir, mas não sabe por onde começar
  • Já ouviu falar de CDB, Tesouro Direto, mas nunca entendeu direito
  • Tem medo de perder dinheiro ou cair em ciladas
  • Não sabe em quem confiar no mercado financeiro

Este artigo é para você.

Meu objetivo aqui é simples: dar acesso ao mercado de capitais de forma honesta, clara e sem enrolação.

Sem jargões. Sem produtos mirabolantes. Sem conflito de interesses.

Só a verdade sobre como você pode começar a investir com segurança, fazer seu dinheiro trabalhar para você, e construir um futuro financeiro mais tranquilo.

Vamos aos fatos.


Conteúdo


Verdade 1: A Indústria Financeira Lucra Quando Você Diversifica Demais

Aqui está algo que poucos te contam: quanto mais você diversifica sua carteira, mais dinheiro a indústria financeira ganha.

Parece contraditório? Deixa eu explicar.

Como Assessores de Investimentos São Remunerados

A maioria dos assessores de investimentos no Brasil (cerca de 95% deles) trabalha no modelo commission based — ou seja, ganham por comissão dos produtos que te vendem.

Vamos aos números reais de como assessores são remunerados:

Exemplo 1: Debênture

  • Você investe R$ 100.000 em uma debênture
  • Digamos, uma comissão de 1,20%, por exemplo
  • Comissão bruta gerada: R$ 1.200
  • Depois de dividir com corretora, escritório e impostos, o assessor recebe cerca de R$ 336,00

Exemplo 2: Fundo Multimercado

Exemplo 3: CDB de Renda Fixa

  • Muitos CDBs pagando 100% do CDI? Comissão ZERO ou quase nada
  • Por quê? Porque são produtos simples, sem “gordura” para remunerar a cadeia

Agora você entende por que seu assessor te oferece 15 produtos diferentes, incluindo fundos estruturados, COEs, debêntures exóticas e aquele “fundo exclusivo” que “está bombando”? A verdade: quanto mais complexo o produto, maior a comissão. Quanto mais você movimenta a carteira, mais ele ganha.

Infográfico comparando comissões pagas a assessores por tipo de investimento
Infográfico comparando comissões pagas a assessores por tipo de investimento

O Modelo “Fee Based”: A Mesma História com Outra Roupagem?

Recentemente, algumas consultorias adotaram o modelo fee based — onde cobram um percentual anual sobre o total da sua carteira (geralmente entre 0,60% a 1,1% ao ano).

Parece mais honesto, certo? Afinal, o consultor ganha pelo tamanho do seu patrimônio, não por produto vendido.

MAS…

Como alguém que cobra 0,60% ao ano sobre sua carteira vai ganhar dinheiro te ajudando, se você simplesmente colocar tudo em renda fixa a 100% do CDI?

Com a Selic atual pagando cerca de 14,90% ao ano, por que esse consultor te indicaria deixar R$ 500 mil parado em um CDB se ele pode te convencer a “diversificar” em 10 produtos diferentes, gerando movimento, reuniões mensais, relatórios sofisticados — e justificando a taxa dele?


Verdade 2: Renda Fixa Pode Render MUITO Mais do Que Te Contam

Vamos aos números que ninguém mostra porque não dá comissão.

Simulação Real: CDI a 100% de 2020 a 2025

Imagine que você investiu R$ 100.000 em 01/01/2020 em um título pós-fixado pagando 100% do CDI. Veja o que aconteceu:

CDI Acumulado por Ano (fonte: Brasil Indicadores):

CDI acumulado de 2020 até 2025
Gráfico do CDI acumulado de 2020 até 2025

*Valores calculados considerando juros compostos sobre o CDI acumulado anual **Estimativa até julho de 2025

Resultado: Seus R$ 100.000 viraram cerca de R$ 162.897 em 5 anos e meio.Rentabilidade total: 62,89% no período ou aproximadamente 9,4% ao ano em média.

Gráfico mostrando evolução de 100 mil reais investidos em renda fixa CDI de 2020 a 2025
Gráfico mostrando evolução de 100 mil reais investidos em renda fixa CDI de 2020 a 2025

Então, Renda Fixa É Bom Investimento?

Com base nos números que você acabou de ver, a resposta é clara: sim, renda fixa é um excelente investimento para a maioria dos brasileiros.

Mas por que tantas pessoas ainda têm dúvidas sobre isso? Por que a indústria financeira não quer que você saiba dessas informações? É o que vamos explorar a seguir.

📌 Nota Sobre Outros Tipos de Títulos

Neste artigo, focamos em títulos pós-fixados (100% do CDI) porque são os mais simples, seguros e adequados para a maioria dos investidores brasileiros.

Títulos pré-fixados e híbridos (IPCA+) merecem uma análise mais detalhada e têm características específicas que abordaremos em um artigo dedicado futuramente.

Por ora, saiba que: para quem está começando ou tem carteiras até R$ 500 mil, pós-fixados a 100% do CDI resolvem 90% dos casos.

“No Longo Prazo, Todos Estaremos Mortos”

Essa frase icônica é de John Maynard Keynes, um dos economistas mais influentes do século XX. Keynes revolucionou a teoria econômica moderna e foi conselheiro do governo britânico durante a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial.

Mas por que estou trazendo essa frase aqui?

Porque ela nos faz refletir sobre algo crucial: você realmente consegue alocar seu dinheiro com uma visão de 15, 20 anos e ter previsibilidade dos retornos?

Pense comigo:

  • Você sabe onde vai estar daqui a 15 anos?
  • Consegue prever se vai precisar desse dinheiro antes?
  • Tem certeza de que seus objetivos não vão mudar?
  • Consegue dormir tranquilo sabendo que sua carteira pode oscilar 30-40% nesse período?

A verdade é que a maioria das pessoas não consegue. E não há problema nenhum nisso.

É exatamente por isso que a renda fixa faz tanto sentido. Ela te dá previsibilidade em um mundo cheio de incertezas.

A Estratégia Barbell de Nassim Taleb

Nassim Taleb, autor de “A Lógica do Cisne Negro” e um dos pensadores mais importantes sobre risco e incerteza, criou a estratégia Barbell (barra de halteres).

O conceito é simples e brilhante:

🏋️ Estratégia Barbell:

  • 80-90% da carteira em ativos de baixíssimo risco (renda fixa de qualidade, Tesouro Direto)
  • 10-20% da carteira em ativos de altíssimo risco (ações de crescimento, venture capital, criptomoedas)

Por que funciona?

Você protege a maior parte do seu patrimônio — a base fica segura e rendendo consistentemente

Você se expõe à convexidade positiva — se os 10-20% em risco decolarem, você multiplica seu patrimônio

Você dorme tranquilo — mesmo se perder 100% dos 10-20%, ainda tem 80-90% do patrimônio intacto

Você evita o “meio termo perigoso” — carteiras “moderadas” com 50% em risco costumam ter o pior dos dois mundos.

Como consultor, essa é a estratégia que eu indico para a maioria dos meus clientes. E sabe por quê? Porque ela faz sentido matemático E psicológico.

Diagrama da Estratégia Barbell de Nassim Taleb para investimentos
Diagrama da Estratégia Barbell de Nassim Taleb para investimentos

Não Vale a Pena Correr Mais Risco Para Ganhar Migalhas

Aqui está uma verdade que a indústria não quer que você saiba:

Muitas vezes, você corre 3x mais risco para ganhar apenas 1-2% a mais de retorno.

Exemplo real:

  • CDB a 100% do CDI (Itaú, Bradesco): 14,90% ao ano, risco baixíssimo, garantia FGC
  • Fundo Multimercado “agressivo”: promete 17-18% ao ano, cobra 2% de taxa de adm + 20% de performance, tem anos negativos

Vale a pena correr o risco de ter um ano negativo para ganhar 2-3% a mais? Para a maioria das pessoas, NÃO.

E o pior: depois de descontar as taxas e o imposto de renda, muitas vezes o fundo multimercado rende menos que a renda fixa.

Minha Própria Experiência com “Diversificação”

Eu mesmo já caí nessa armadilha.

Quando li Markowitz pela primeira vez e devorei artigos na internet sobre diversificação, fiquei convencido de que precisava ter um pouco de tudo.

Resultado? Cheguei a ter mais de 40 ações na minha carteira e mais de 20 FIIs.

Eu achava que isso iria diminuir o risco de alguma forma. Afinal, “não se deve colocar todos os ovos na mesma cesta”, certo?

Errado.

Pensando melhor anos depois, percebi que eu estava trazendo o risco individual de cada empresa para dentro da minha carteira.

  • O risco daquela empresa de varejo que estava mal administrada
  • O risco daquele FII do shopping que estava com vacância alta
  • O risco daquela ação de construtora com dívida alta
  • O risco daquela empresa de tecnologia que queimava caixa

Ao invés de reduzir risco, eu estava colecionando riscos.

E sabe o que aconteceu? Várias dessas empresas deram prejuízo. Algumas quebraram. Outras ficaram anos no vermelho.

Enquanto isso, se eu tivesse simplesmente deixado a maior parte em renda fixa de qualidade, teria:

✅ Dormido tranquilo todas as noites

✅ Tido rentabilidade previsível e consistente

✅ Evitado o estresse de acompanhar 60+ ativos

✅ Economizado tempo, energia e dinheiro

Essa experiência me ensinou algo valioso: diversificação excessiva não reduz risco — apenas dilui retornos e aumenta complexidade.

E Se Você Tivesse “Diversificado”?

Agora vamos supor que você seguiu o conselho do seu assessor e diversificou:

  • 30% em renda fixa
  • 30% em fundos multimercado
  • 20% em ações
  • 10% em FIIs
  • 10% em investimento no exterior

Spoiler: na maioria dos casos para investidores iniciantes e intermediários, essa carteira teria rendido MENOS que simplesmente deixar tudo em renda fixa, depois de descontar:

✅ Taxas de administração dos fundos (2% a.a.)

✅ Taxas de performance (20% do que exceder o CDI)

✅ Imposto de renda sobre ganhos de curto prazo (22,5%)

✅ Corretagens e custos de movimentação

✅ Variação cambial negativa (no caso do exterior)

✅ E aquela comissão escondida que o assessor recebeu


Verdade 3: Para Cada Tamanho de Carteira, Existe um Momento Certo

Eu não estou dizendo que ações, FIIs, investimento no exterior, fundos e ETFs são maus investimentos. Longe disso.

O que estou dizendo é: para cada tamanho de carteira e objetivo do investidor, existe um momento certo de estar em renda fixa.

Quando a Renda Fixa Faz MAIS Sentido

Carteiras até R$ 500 mil: A menos que você seja um investidor muito experiente, a renda fixa deve ser sua base (60-80% da carteira)

Objetivos de curto/médio prazo (até 5 anos): Casa própria, carro, viagem, reserva de emergência — renda fixa é imbatível

Investidores iniciantes: Aprenda primeiro com renda fixa, entenda juros compostos, veja seu dinheiro crescer de forma previsível

Momentos de Selic alta: Quando a Selic está acima de 10% ao ano (como agora, em 14,90%), renda fixa se torna MUITO atrativa

Perfil conservador ou moderado: Se você não dorme bem vendo sua carteira oscilar 15% em um mês, renda fixa é seu lugar

Quando Diversificar Faz Sentido

Carteiras acima de R$ 1 milhão: Aí sim, diversificar se torna necessário para proteção patrimonial

Objetivos de longo prazo (10+ anos): Aposentadoria, legado — aqui você pode (e deve) ter ações, FIIs, etc.

Investidores experientes: Se você estuda, entende o mercado e tem estômago para volatilidade

Depois de construir sua base em renda fixa: Primeiro R$ 100k, R$ 200k, R$ 500k em renda fixa — DEPOIS você diversifica. Cada pessoa tem uma tolerância a risco, por isso, não olhe para esses números como verdades absolutas


⚠️ AVISO IMPORTANTE: Nem Toda Renda Fixa É Igual

Antes que você saia aplicando em qualquer CDB por aí, preciso te alertar:

Renda Fixa Segura (priorize estas):

Tesouro Direto: Risco do governo federal — o mais seguro do Brasil

CDBs, LCIs e LCAs de bancos grandes (AAA): Itaú, Bradesco, Santander, BB, Caixa — todos com garantia do FGC até R$ 250 mil

CDBs de bancos médios com garantia FGC: Desde que respeite o limite de R$ 250 mil por CPF por instituição

Renda Fixa Mais Arriscada (só com conhecimento):

⚠️ CDBs pagando 150%, 200% do CDI: Se paga MUITO acima do mercado, tem risco elevado

⚠️ Debêntures sem garantia: Risco de crédito da empresa emissora

⚠️ LCIs/LCAs de bancos pequenos: Mesmo com FGC, respeite os limites

Minha recomendação: Para 90% das pessoas, ficar em Tesouro Direto e CDBs de bancos grandes a 100% do CDI já resolve o problema.


A Grande Pergunta: “Mas Jú, Você Não É Consultor Também?”

Sim, eu sou. E é exatamente por isso que sei dos bastidores. E vou ser brutalmente honesto com você sobre como minha consultoria funciona.

Existem Profissionais Bons e Ruins em Todas as Áreas

Olha, vou te contar uma coisa: existem profissionais bons e ruins em todas as esferas da sociedade.

Às vezes você vai até um médico que nem olha na sua cara, não pergunta nada sobre seu histórico, sobre seus sintomas, e já sai pedindo uma porrada de exames caros. Por quê? Porque ele tem convênio com o laboratório, ou porque quer se cobrir juridicamente, ou simplesmente porque não tem tempo (ou interesse) em te ouvir de verdade.

Assim também é nas finanças.

Existem assessores e consultores excelentes que realmente querem o melhor para o cliente. E existem aqueles que só querem bater meta, ganhar comissão, e te manter girando patrimônio eternamente.

Como Minha Consultoria Funciona (E Por Que É Diferente)

Eu ganho bem fazendo consultoria. E não tenho vergonha de dizer isso.

MAS eu ganho bem porque sou assertivo com meu cliente.

Aqui está o que eu faço:

1. Sento com o cliente e desenhamos juntos

Não chego com uma carteira pronta. Eu sento, escuto seus objetivos, entendo seus medos, suas necessidades, seu momento de vida.

2. Construo a carteira de MENOR risco possível

Não a carteira que me dá mais comissão. Não a carteira “da moda”. A carteira com o menor risco necessário para alcançar os objetivos dele.

3. Foco em retornos NECESSÁRIOS, não máximos

Se o cliente precisa de 12% ao ano para alcançar seu objetivo, não vou colocar ele em produtos de risco para buscar 20% (alcançar o objetivo do cliente é mais importante que exibir o troféu da rentabilidade).

Com a Selic a 14,90%, consigo entregar esses 12% necessários sem riscos desnecessários.

4. Ele dorme como um bebê todas as noites

Essa é minha métrica de sucesso. Se meu cliente fica acordado de madrugada preocupado com a carteira, eu falhei.

5. Orientação clara: só olhe a carteira no dia do aporte

Meus clientes são orientados a olhar suas carteiras apenas no dia dos aportes.

Por quê? Porque ficar olhando todo dia, toda semana, só gera ansiedade e decisões emocionais ruins.

6. Revisões estratégicas a cada 2 meses

Dependendo do contrato, sentamos juntos a cada 2 meses e fazemos uma pergunta simples:

“Seus objetivos mudaram?”

  • Se a resposta é NÃO → Não mudamos nada na política de investimento
  • Se a resposta é SIM → Ajustamos a carteira para os novos objetivos

É simples assim.

“Se Você Não Sabe Para Onde Vai, Qualquer Caminho Serve”

Essa frase do Gato de Cheshire, do clássico “Alice no País das Maravilhas”, resume perfeitamente o que os maus profissionais fazem.

Eles te guiam em loop.

  • Mês 1: “Vamos colocar em fundos multimercado”
  • Mês 3: “Agora o momento é de ações”
  • Mês 6: “Hora de investir no exterior”
  • Mês 9: “Vamos voltar para renda fixa”
  • Mês 12: “Que tal uns FIIs?”

Girando patrimônio de produto em produto, de classe em classe de ativos, ganhando comissão em cada movimentação.

E sabe o pior? Eles fazem isso usando arbitragem de conhecimento.

O Que É Arbitragem de Conhecimento?

É quando o profissional usa termos complexos, jargões de mercado, e explicações confusas de propósito.

O objetivo? Fazer você ficar com medo por não ter entendido nada.

Quando você fica inseguro, assustado com sua própria ignorância, você aceita qualquer coisa que o “especialista” disser — mesmo que seja contra seu interesse.

Você acaba investindo em produtos que:

🚨 Têm nomes bonitos e sofisticados 🚨 Pagam altas comissões ao profissional 🚨 Você não entende direito como funcionam 🚨 Têm riscos que não foram explicados claramente 🚨 Te fazem olhar apenas “um palmo além do nariz”

E o profissional ganha. Você, nem sempre.

Minha Promessa Para Você

Se você vier trabalhar comigo, aqui está minha promessa:

Transparência total nas taxas e na forma como ganho

Linguagem clara — se você não entender, vou explicar de novo, de forma mais simples

Carteira alinhada aos SEUS objetivos — não aos meus interesses comerciais

Menor risco necessário — não vou te expor a riscos desnecessários

Você vai dormir tranquilo — essa é a métrica que importa

Só mudamos se SEUS objetivos mudarem — nada de ficar girando carteira

E sim, vou te cobrar por isso. Porque é um trabalho que exige conhecimento, certificações, experiência e, principalmente, ética.


❓ Perguntas Frequentes Sobre Renda Fixa

1. Renda fixa é bom investimento em 2025?

Sim, renda fixa é um excelente investimento em 2025 (como vem sendo desde 1994). Com a Selic a 14,90% ao ano, títulos pós-fixados a 100% do CDI oferecem rentabilidade superior à maioria dos fundos multimercado, com muito menos risco e volatilidade. Para a maioria dos brasileiros, especialmente quem tem carteiras até R$ 500 mil, renda fixa deve ser a base do portfólio (60-80%).

2. Quanto rende 100 mil reais em renda fixa?

R$ 100 mil investidos em renda fixa a 100% do CDI de 2020 a 2025 renderam cerca de R$ 162.897, uma rentabilidade de 62,89% no período. Isso representa aproximadamente 9,4% ao ano em média. Com a Selic atual a 14,90%, quem investir hoje pode esperar retornos ainda maiores no curto prazo, dependendo da trajetória dos juros.

3. Qual é o investimento mais seguro em renda fixa?

Os investimentos mais seguros em renda fixa são:
– Tesouro Direto (risco do governo federal – o mais baixo do país)
– CDBs, LCIs e LCAs de bancos grandes com rating AAA (Itaú, Bradesco, Santander, BB, Caixa)
– Todos com garantia do FGC até R$ 250 mil por CPF por instituição (atento pois é por conglomerado financeito)
Evite CDBs que pagam muito acima do mercado (150-200% do CDI), pois geralmente vêm de bancos menores com maior risco de crédito.

4. Renda fixa é melhor que poupança?

No geral SIM. Renda fixa rende muito mais que a poupança. Com a Selic acima de 8,5% ao ano (caso atual), a poupança rende apenas 0,5% a.m. + TR. Se a Selic estivesse abaixo de 8,5% a.a., a poupança seria limitada a 70% da Selic + TR. E poupança é igual em todas as instituições, por força da lei. Já um CDB a 100% do CDI rende praticamente 100% da Selic. Na prática, com Selic a 14,90%:
CDB 100% CDI: cerca de 14,90% ao ano
Além disso, CDBs de bancos grandes têm a mesma garantia do FGC que a poupança.

5. Como investir em renda fixa pela primeira vez?

Para investir em renda fixa pela primeira vez, siga estes passos:
1. Abra conta em uma corretora (XP, BTG, Rico, ou banco tradicional)
2. Faça seu perfil de investidor (exigido por lei)
3. Comece pelo Tesouro Selic (liquidez diária, sem risco)
4. Depois vá para CDBs de bancos grandes a 100% do CDI
5. Respeite o limite do FGC (R$ 250 mil por CPF por instituição, ou seja, precisa considerar esses R$ 250 mil no dia do vencimento (valor investido + juros que renderá no período))
6. Evite produtos complexos no início (COEs, debêntures, estruturados)
Dica: Comece com valores pequenos (R$ 1.000 a R$ 5.000) até ganhar confiança.


Conclusão: Uma Boa Carteira de Renda Fixa É o Que a Maioria Precisa

Após analisar todos esses pontos com dados reais, fica cristalino:

A renda fixa brasileira está pagando taxas históricas — CDI a quase 15% ao ano

A indústria financeira lucra quando você diversifica demais — especialmente em produtos complexos que geram comissões polpudas

Muitos profissionais giram sua carteira em loop — usando arbitragem de conhecimento e termos complexos para te confundir

A estratégia Barbell de Nassim Taleb funciona — 80-90% em renda fixa segura, 10-20% em ativos de alto risco para capturar convexidade

Não vale a pena correr 3x mais risco para ganhar 1-2% a mais — principalmente depois de taxas e impostos

Uma carteira de renda fixa bem estruturada, alinhada exclusivamente aos seus objetivos, é melhor para a grande maioria da população brasileira

A Mensagem Final

Como disse John Maynard Keynes: “No longo prazo, todos estaremos mortos”.

Não adianta construir uma carteira perfeita para 20 anos se você não consegue dormir tranquilo HOJE.

Não adianta buscar retornos máximos se você não tem clareza sobre PARA QUE está investindo.

E como nos lembra o Gato de Cheshire: “Se você não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”.

A diferença entre um bom e um mau profissional é essa:

  • O mau profissional te leva por qualquer caminho que dê comissão para ele
  • O bom profissional senta com você, define o destino, e traça o caminho de menor risco para chegar lá

Eu passei anos estudando mais de 70 livros sobre investimentos. Tenho certificação CEA, sou consultor credenciado pela CVM, fui professor universitário por 9 anos.

E posso te dizer com todas as letras: para a maioria das pessoas, uma carteira bem estruturada de renda fixa é o melhor investimento disponível hoje no Brasil.

Não deixe ninguém te convencer do contrário só porque precisa bater meta, justificar uma taxa de consultoria, ou alimentar seu ego com carteiras “sofisticadas”.

Invista com inteligência. Durma tranquilo. Alcance seus objetivos.

É isso que importa.


💡 Quer uma Carteira de Renda Fixa Bem Estruturada Para SEUS Objetivos?

Eu posso te ajudar a:

Definir claramente seus objetivos financeiros — sem enrolação, com números reais e prazos alcançáveis

Construir uma carteira de menor risco necessário — não a que me dá mais comissão, mas a que te faz dormir tranquilo

Aplicar a estratégia Barbell — 80-90% em renda fixa segura, 10-20% para capturar convexidade (se fizer sentido para você)

Ter transparência total — você vai saber exatamente quanto paga, como ganho, e por que cada produto está na sua carteira

Revisar sua carteira estrategicamente — apenas quando seus objetivos mudarem, não por modismo de mercado

Investir com confiança — entendendo cada decisão, sem jargões complexos ou arbitragem de conhecimento

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Consultoria assertiva. Sem conflito de interesses. Alinhada aos SEUS objetivos.

Porque você merece dormir como um bebê todas as noites.

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👨‍💼 Sobre o Autor

Junior Jú é Consultor de Investimentos credenciado pela CVM, com certificação CEA ANBIMA e fundador do blog Meia Ficha.

Formado em Ciência da Computação, com pós-graduações em Segurança da Informação e Mercado Financeiro pela PUC, Junior construiu uma carreira sólida que passou pela Livraria Cultura, LSI-USP, 9 anos como Professor Universitário na Uninove e chegou a Gerente Executivo de Cyber Segurança no Banco 24 Horas.

Aos 43 anos, Junior deixou a estabilidade corporativa para fundar o Meia Ficha — um projeto dedicado a levar educação financeira honesta e sem conflito de interesses para pessoas como você.

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📚 Fontes e Referências

Este artigo foi construído com base em dados reais do mercado financeiro brasileiro:

Dados de Investidores:

Dados de CDI:

Dados da Taxa Selic:

Remuneração de Assessores:

Dados do Tesouro Direto:


Este artigo tem caráter educacional e não constitui recomendação de investimento. Consulte sempre um profissional certificado antes de tomar decisões financeiras.

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