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Tesouro Selic: Monte sua Reserva de Emergência (passo a passo simples)

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A construção de uma reserva de emergência é, sem dúvida, o primeiro passo de qualquer planejamento financeiro. Antes de pensarmos em investimentos para aposentadoria, compra de imóveis ou qualquer outro grande objetivo, é necessário ter um “colchão de segurança” para lidar com os imprevistos da vida.

Os imprevistos podem ser vários: uma demissão inesperada, um problema de saúde na família ou um conserto urgente no carro. Não podemos permitir que esses imprevistos nos levem para o endividamento e o caos financeiro.

Uma reserva de emergência eficaz precisa possuir três características: segurança máxima, para que o dinheiro esteja lá quando você precisar, liquidez imediata, permitindo o acesso rápido aos recursos sem burocracia ou penalidades e rentabilidade consistente, para proteger seu dinheiro contra a inflação, evitando que ele perca poder de compra ao longo do tempo.

Desta forma, este artigo demonstrará, com dados e exemplos práticos, por que este título público, negociado através do programa Tesouro Direto, é considerado o mais efetivo para a sua reserva de emergência, superando com folga outras alternativas tradicionais da Rena Fixa.

O Que É o Tesouro Selic e Como Funciona

Quando investimos no Tesouro Selic, estamos emprestando dinheiro para o Governo Federal do Brasil. Simples assim!

O governo emite títulos de dívida para financiar suas atividades, como investimentos em saúde, educação e infraestrutura, e em troca disso paga juros aos investidores que compram esses títulos.

O Tesouro Selic, cujo nome técnico é Letra Financeira do Tesouro (LFT), é um desses títulos.

Sua principal característica é ser um título pós-fixado. Isso significa que a sua rentabilidade não é definida no momento da compra, mas acompanha a principal taxa de juros da economia brasileira: a Taxa Selic.

A Taxa Selic é definida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e serve como referência para todo o sistema financeiro. Portanto, quando a Selic sobe, a rentabilidade do seu Tesouro Selic também sobe. Por outro lado, quando ela cai, a rentabilidade acompanha o movimento, sendo esse um dos riscos que o investidor precisa conhecer sobre investimentos no Tesouro Direto.

O mecanismo por trás dessa estabilidade e previsibilidade é o Valor Nominal Atualizado (VNA). Pense no VNA como o “preço oficial” do título, que é atualizado todos os dias úteis com base na variação da Taxa Selic diária. 

É por isso que o Tesouro Selic rende um pouquinho a cada dia, e não apenas uma vez por mês como ocorre na poupança, por exemplo.

Essa atualização diária é o que o torna estruturalmente diferente de outros títulos, como os Prefixados ou os atrelados à inflação (IPCA+), cujos preços sofrem com a chamada “marcação a mercado” – a flutuação de preços baseada nas expectativas futuras de juros do mercado.

Como o preço do Tesouro Selic é baseado na taxa do dia anterior, ele quase não sofre oscilações, garantindo que, ao resgatar, você receba seu dinheiro mais os juros acumulados até aquela data, sem surpresas desagradáveis. E são exatamente essas características de funcionamento que o tornam tão vantajoso para um objetivo tão específico, como a montagem da sua Reserva de Emergência.

Vantagens do Tesouro Selic para Reserva de Emergência

As características estruturais do Tesouro Selic se traduzem em três vantagens que o tornam o veículo perfeito para uma reserva de emergência.

Liquidez Imediata

Liquidez é a facilidade e a velocidade com que você pode transformar um investimento em dinheiro na sua conta. Para uma emergência, isso não é apenas importante, é necessário! O Tesouro Direto garante a recompra dos seus títulos, oferecendo essa liquidez diária.

Na prática, a regra é simples: se você solicitar o resgate em um dia útil até as 13h, o dinheiro estará na sua conta no mesmo dia (liquidação em D+0). Se a solicitação for feita após as 13h, em feriados ou finais de semana, o valor será creditado no próximo dia útil (liquidação em D+1).

Essa agilidade garante que você tenha acesso aos seus recursos com a rapidez que uma emergência exige.

Rentabilidade Consistente

Diferente da caderneta de poupança, que só remunera o seu dinheiro na data de “aniversário” mensal, o Tesouro Selic rende todos os dias úteis. Se você aplicar na poupança e precisar resgatar o dinheiro 28 dias depois, você perde todo o rendimento do período.

No Tesouro Selic, você receberia o rendimento proporcional aos 28 dias em que o dinheiro ficou aplicado.

Além disso, a rentabilidade do Tesouro Selic acompanha 100% da taxa básica de juros (taxa Selic Over), o que historicamente tem proporcionado um retorno superior ao da poupança, especialmente em cenários de juros mais altos.

Isso garante que sua reserva não apenas mantenha seu valor, mas também cresça de forma consistente ao longo do tempo.

Baixo Risco de Mercado

Este é, possivelmente, o ponto mais importante. O Tesouro Selic é considerado o investimento de menor risco do Brasil. A razão é simples: o garantidor do seu dinheiro é o Tesouro Nacional, ou seja, o próprio Governo Federal. Isso muda tudo.

A probabilidade de o governo brasileiro não honrar seus compromissos é considerada baixíssima, pois, em última instância, ele é a entidade que emite a própria moeda do país. Se você tivesse uma impressora de dinheiro, não usaria? Pois é!

Muitos confundem essa segurança com a do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege investimentos como CDBs e a poupança. No entanto, a qualidade da garantia é diferente.

O FGC é um fundo privado que protege contra a quebra de bancos e instituições financeiras, tendo um limite máximo de R$ 250.000 por CPF por instituição. Além disso, se for necessário utilizar o FGC, somente poderá fazê-lo até o limite de 1 milhão em ciclos de 4 anos.

A garantia do Tesouro é diferente e soberana. Se o governo chegasse a um ponto de calote, todo o sistema financeiro privado, incluindo os bancos garantidos pelo FGC, já teria colapsado. Portanto, a segurança do Tesouro Direto é a mais alta que se pode ter no país.

Vamos entender agora, quais os custos envolvidos para investir no Tesouro Selic.

Custos Envolvidos

Para avaliar qualquer investimento, é necessário conhecer todos os custos envolvidos. No caso do Tesouro Selic, eles são transparentes e podem ser resumidos em três pontos:

  • Taxa de Custódia da B3: A B3, a bolsa de valores brasileira, cobra uma taxa de 0,20% ao ano sobre o valor total investido para guardar os títulos e manter o sistema funcionando. No entanto, há uma vantagem clara: investidores com até R$ 10.000 aplicados no Tesouro Selic são isentos dessa taxa. Para valores acima disso, a taxa incide apenas sobre o que exceder os R$ 10.000. Além disso, desde o final de 2024, a cobrança não é mais semestral. A taxa é provisionada diariamente e debitada apenas no momento do resgate, no vencimento do título ou no pagamento de juros, o que ocorrer primeiro.
  • Imposto de Renda (IR): O IR incide apenas sobre os rendimentos (o lucro), e não sobre o valor total aplicado. A alíquota segue uma tabela regressiva: quanto mais tempo você mantém o investimento, menos imposto paga. Isso funciona como um incentivo para manter a reserva intacta pelo maior tempo possível.
    • Até 180 dias: 22,5% de IR
    • De 181 a 360 dias: 20,0% de IR
    • De 361 a 720 dias: 17,5% de IR
    • Acima de 720 dias: 15,0% de IR
  • IOF (Imposto sobre Operações Financeiras): Este imposto funciona como uma “punição” para resgates de curtíssimo prazo (para evitar especulações com o Tesouro Direto). Ele incide apenas sobre o rendimento de aplicações resgatadas com menos de 30 dias. A alíquota também é regressiva, começando em 96% para resgate em 1 dia e chegando a zero no 30º dia. Na prática, isso significa que, para uma reserva de emergência, que idealmente não deve ser usada para despesas corriqueiras de curto prazo, o IOF raramente será um fator.
    • 1 dia: 96% de IOF
    • 15 dias: 50% de IOF
    • 29 dias: 3% de IOF
    • 30+ dias: 0% de IOF

Recomendamos adicionalmente, que você tenha de 1 até 2 meses de Reserva de Emergência na Conta Poupança do seu banco. Por que? Porque se você precisar acessar (sacar) algum valor em um sábado ou domingo, por exemplo, a Poupança possui essa facilidade.

Lembre-se que a Reserva de Emergência não possui o objetivo de alavancar rentabilidade para o seu patrimônio e sim, evitar que você contraia dívidas, quando uma emergência surgir na sua vida.

Vejamos agora, como investir no Tesouro Selic.

Como Investir no Tesouro Selic Passo a Passo

Investir no Tesouro Selic é um processo simples e muito acessível, que pode ser feito totalmente online.

  1. Abra uma Conta em uma Corretora ou Banco: Para investir no Tesouro Direto, você precisa de um intermediário financeiro (corretora ou banco, na prática, qualquer instituição financeira habilitada no Tesouro Direto). A grande maioria das corretoras de valores oferece taxa zero de administração para esse tipo de investimento. O processo de abertura de conta é rápido, exigindo seus documentos pessoais (CPF, RG) e um comprovante de residência.
  2. Transfira os Recursos: Após a conta ser aberta e aprovada, transfira o dinheiro que deseja investir da sua conta bancária para a conta da corretora, geralmente via PIX ou TED.
  3. Acesse a Plataforma de Investimentos: Dentro do site ou aplicativo da sua corretora, procure pela seção de investimentos, geralmente chamada de “Renda Fixa” ou diretamente “Tesouro Direto”.
  4. Escolha o Título “Tesouro Selic”: Na lista de títulos disponíveis, você encontrará opções como “Tesouro Selic 2029” ou “Tesouro Selic 2031”. O ano indica a data de vencimento do título, mas como a liquidez é diária, essa data é menos relevante para uma reserva de emergência. Escolha um dos títulos Tesouro Selic disponíveis.
  5. Defina o Valor e Confirme a Compra: Você não precisa comprar um título inteiro. É possível investir em frações a partir de 0,01 do valor do título.

Importante sempre observar a data de vencimento do título, para que esse possua no mínimo 720 dias de distância entre o dia da compra e o dia do resgate. Isso porque a característica do Imposto de Renda para esse ativo, é progressiva, indo de 22,5% até o mínimo de 15% na data do resgate.

Se comprar um Tesouro Direto com menos de 720 dias de distância para a data de resgate, pagará no mínimo 17,5% de imposto de renda, e não os 15% mencionados.

Embora a Reserva de Emergência não possua o propósito de crescimento de patrimônio por si, podemos otimizar esses recursos, ajustando os prazos de permanência e objetivos específicos de cada investidor.

Vejamos agora os detalhes estratégicos para a montagem da reserva de emergência.

Estratégia de Montagem da Reserva de Emergência

Saber onde investir é apenas metade da tarefa. A outra metade é saber quanto e como investir.

Quanto Reservar

De forma geral, o planejamento financeiro diz que sua reserva de emergência deve cobrir de 6 a 12 meses do seu custo de vida essencial. Mas isso deve ser definido de acordo com o desejo de cada investidor.

Para calcular seu custo de vida, some todas as suas despesas mensais que são indispensáveis para manter seu padrão de vida: aluguel ou prestação da casa, condomínio, contas de água, luz e internet, supermercado, plano de saúde, transporte, etc.. Deixe de fora gastos supérfluos como jantares fora, viagens e lazer.

O tamanho ideal da reserva depende da estabilidade da sua renda.

  • Funcionários CLT (estáveis): Uma reserva de 6 meses geralmente é suficiente.
  • Autônomos, freelancers, empresários ou comissionados: Como a renda é mais volátil, o ideal é mirar em uma reserva maior, de 9 a 12 meses, para garantir tranquilidade em períodos mais longos sem receita.

Exemplo prático

Vamos imaginar um cenário para ilustrar o processo. Conheça Paula, uma analista de marketing de 30 anos que trabalha com carteira assinada (CLT).

  • Cálculo do Custo de Vida da Paula:
    • Aluguel e condomínio: R$ 2.000
    • Supermercado: R$ 800
    • Plano de saúde: R$ 400
    • Transporte (público e apps): R$ 300
    • Contas (luz, gás, internet): R$ 300
    • Custo de Vida Mensal: R$ 3.800
  • Definição da Meta da Reserva:
    • Como Paula é CLT, ela define uma meta de 6 meses de segurança.
    • Meta Total da Reserva: R$3.800 × 6 = R$22.800
  • Plano de Aportes:
    • Após analisar seu orçamento, Paula decide que pode poupar e investir R$ 1.000 todos os meses no Tesouro Selic.
  • Montagem da Reserva:
    • Paula configura um aporte mensal programado de R$ 1.000 na sua corretora, direcionado para o Tesouro Selic. Ao fazer isso, ela automatiza o processo, garantindo disciplina e consistência. Em pouco menos de 23 meses (desconsiderando a rentabilidade para simplificar), ela atingirá sua meta. Com a rentabilidade dos juros compostos, esse tempo será ainda menor.

Como Montar

O processo pode ser resumido em três passos práticos:

  • Calcule: Faça uma lista detalhada e honesta de todos os seus gastos mensais para descobrir seu custo de vida.
  • Defina a Meta: Multiplique seu custo de vida por 6, 9 ou 12, de acordo com a estabilidade da sua renda, para encontrar o valor total da sua reserva de emergência.
  • Automatize: A maneira mais eficaz de construir a reserva é torná-la uma prioridade. Configure transferências e investimentos automáticos mensais. Faça disso um hábito. Mantenha esse dinheiro em uma conta de investimentos separada da sua conta corrente para evitar a tentação de usá-lo para fins não emergenciais.

Lembrando que ao longo do processo, precisaremos considerar a inflação do período, pois ela corrói o poder de compra ao longo do tempo. Se no primeiro ano a inflação acumulada foi de 5%, no segundo ano Paula precisará aportar R$ 1.050 para manter o poder de compra da sua reserva.

Tesouro Selic x Outras Opções de Renda Fixa

Mas como o Tesouro Selic se sai na prática quando colocado lado a lado com seus concorrentes? Para solidificar o argumento, precisamos compará-lo diretamente com as outras opções comumente usadas para reserva de emergência.

AtributoTesouro SelicPoupançaCDB Liquidez DiáriaFundo DI Simples
Rentabilidade100% da Taxa SelicSe Selic > 8,5% a.a., rende 0,5% a.m. + TRVaria, ex: 100% do CDI, 102% do CDIVaria, ex: 100% do CDI
Mecanismo do RendimentoDiário“Aniversário” MensalDiárioDiário
Segurança (Garantia)Tesouro Nacional (Soberana)FGC (até R$ 250 mil)FGC (até R$ 250 mil)Sem FGC (risco dos ativos do fundo)
LiquidezD+0 / D+1ImediataD+0 / D+1 (varia)D+0 / D+1 (varia)
Imposto de RendaTabela RegressivaIsentoTabela RegressivaTabela Regressiva + Come-cotas
Outros CustosTaxa de Custódia B3 (isenta até R$10k)NenhumNenhumTaxa de Administração

Tesouro Selic vs

  • Poupança: A poupança perde em dois quesitos fundamentais. Primeiro, sua regra de rentabilidade é inferior à do Tesouro Selic na maioria dos cenários. Segundo, o rendimento creditado apenas no “aniversário” mensal é uma armadilha que pode fazer você perder toda a rentabilidade se precisar do dinheiro antes da data. A isenção de Imposto de Renda não compensa a rentabilidade menor. O ideal é manter no máximo 1 ou 2 meses da reserva de emergência na poupança por conta da alta liquidez aos finais de semana, nos quais o tesouro direto não realiza resgates imediatos.
  • CDB de Liquidez Diária: Um CDB que pague acima de 100% do CDI pode ser uma alternativa competitiva. Contudo, há duas ressalvas: a segurança, apesar de contar com o FGC, é inferior à garantia soberana do Tesouro. Além disso, as melhores taxas de CDBs costumam ser oferecidas por bancos menores, que possuem um risco de crédito intrinsecamente maior que o dos grandes bancos. O objetivo da reserva de emergência é ser um suporte na sua vida e não um investimento para aumento de patrimônio.
  • Fundos DI: Fundos DI são fundos de investimento que aplicam a maior parte do seu patrimônio no próprio Tesouro Selic. Ao investir em um Fundo DI, você está essencialmente pagando uma taxa de administração para que um gestor faça algo que você poderia fazer diretamente e com custo menor. Além disso, os fundos têm o “come-cotas”, uma antecipação semestral do Imposto de Renda que prejudica o efeito dos juros compostos no longo prazo. Investir diretamente no Tesouro Selic é cortar o intermediário e seus custos.

Quando o Tesouro Selic Pode Não Ser Ideal

Se o Tesouro Selic é tão robusto, ele deve servir para todos os investimentos de Renda Fixa, certo? A resposta é não. Nenhum investimento é perfeito para todos os objetivos, e a excelência do Tesouro Selic está em seu propósito específico. Ele não é ideal para:

  • Crescimento de Patrimônio a Longo Prazo: Para objetivos como a aposentadoria, que estão a décadas de distância, o foco deve ser em maior rentabilidade (que vem com prazos maiores). Títulos como o Tesouro IPCA+ (que protege da inflação e paga juros reais) ou até mesmo investimentos em renda variável são mais adequados para a construção de riqueza no longo prazo.
  • Cenários de Queda de Juros: Se a perspectiva é de uma queda acentuada e prolongada da Taxa Selic, um Tesouro Prefixado poderia ser mais vantajoso, pois “travaria” uma taxa de juros mais alta por todo o período do investimento.
  • Proteção Contra Inflação: Em um cenário hipotético onde a inflação dispara e supera consistentemente a Taxa Selic, o Tesouro Selic poderia apresentar uma rentabilidade real negativa (sua rentabilidade seria nominalmente alta, mas seu poder de compra diminuiria). Nesses casos, o Tesouro IPCA+ é o instrumento mais indicado para proteger o poder de compra.

Considerações Finais

A tranquilidade financeira começa com segurança. A reserva de emergência é a sua rede de proteção, o que lhe permite tomar decisões melhores, evitar dívidas caras e ter paz de espírito para planejar o futuro.

O Tesouro Selic oferece a combinação mais robusta e eficiente de segurança, liquidez e rentabilidade para este fim. Sua garantia soberana é inigualável, sua liquidez D+0/D+1 é perfeitamente adequada para imprevistos, e sua rentabilidade diária atrelada à taxa básica de juros é justa e superior à da poupança. Seus custos são transparentes e, para o investidor iniciante, praticamente nulos.

Enquanto outros produtos podem ter seu lugar em uma carteira de investimentos diversificada, para a tarefa específica e crítica de abrigar sua reserva de emergência, as características estruturais do Tesouro Selic o posicionam como a escolha mais inteligente e racional para o investidor brasileiro.

O primeiro passo é seu: calcule seu custo de vida e comece a construir sua tranquilidade financeira ainda hoje.

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Forte abraço, Arlei Oliveira.

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Perguntas Frequentes (FAQ)

Tesouro Selic pode ter rendimento negativo?

Sim, mas é um evento extremamente raro, de curta duração e que ocorre apenas em momentos de grande estresse no mercado, como visto brevemente durante a pandemia de 2020. Isso acontece quando o título é negociado com um pequeno “deságio”, mas por conta da rentabilidade diária, essa variação é rapidamente compensada. Para o investidor que mantém o título, o impacto a longo prazo é praticamente nulo e não se compara ao risco de perdas dos títulos prefixados ou de inflação.

Qual o valor mínimo para investir no Tesouro Selic?

O valor mínimo é muito acessível. Você pode comprar uma fração de 0,01 de um título. Atualmente, isso equivale a um investimento inicial em torno de R$ 140 a R$ 170, dependendo do título específico do Tesouro Selic disponível no dia.

Como funciona o resgate do Tesouro Selic na prática?

O processo é feito através da sua corretora. Você acessa a plataforma, seleciona o título e solicita o resgate. Se a solicitação for feita em um dia útil antes das 13h, o valor líquido (principal + rendimentos, já descontados os impostos) cai na sua conta no mesmo dia. Após esse horário ou em dias não úteis, o crédito ocorre no próximo dia útil.

Preciso esperar o vencimento (ex: 2029) para resgatar o Tesouro Selic?

Não. A data de vencimento (ex: 01/03/2029) é apenas a data em que o título deixa de existir, e o Tesouro Nacional deposita automaticamente o valor final na sua conta. No entanto, você pode vender o título de volta para o Tesouro a qualquer momento antes do vencimento, com a liquidez diária garantida pelo programa.

O Tesouro Selic é melhor que um CDB que rende 110% do CDI?

Para uma reserva de emergência, a resposta tende a ser sim. A razão principal é a segurança: a garantia soberana do Tesouro Nacional é superior à garantia do FGC, que cobre o CDB. Embora o CDB possa oferecer um retorno líquido ligeiramente maior, você assume o risco de crédito do banco emissor. Para a reserva de emergência, onde a prioridade máxima é a preservação do capital e a certeza do acesso, a segurança superior do Tesouro Selic prevalece.

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