O Itaú anunciou Resultado Recorrente Gerencial de R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, com ROE de 24,3% — e, diferente do que este artigo mostrou na semana passada sobre o Banco do Brasil, aqui não tem bomba-relógio nenhuma escondida. O trimestre foi bom de verdade. Mas “bom” e “sem nenhum ponto de atenção” não são a mesma coisa, e esta análise do resultado do Itaú no 2T26 mostra, dentro do próprio relatório oficial, exatamente onde esse resultado sólido aperta.
Resumo rápido
- Lucro recorde de R$ 12,4 bilhões no 2T26 (ROE de 24,3%) — mas o ROE já vem descontado de uma folga de capital genuína: seria 25,1% se o banco operasse no nível de capital-meta.
- Carteira de crédito cresce 9,6% no ano, no teto (ou acima) da faixa de guidance de 5,5% a 9,5% — com a ressalva de que o guidance é anual e o ano ainda não fechou.
- A inadimplência acima de 90 dias de MPME sobe há cinco trimestres seguidos, sem um único recuo: o ponto mais fraco do relatório.
- O Capital Principal (CET I) subiu no trimestre, de 12,0% para 12,3%, mesmo pagando dividendos — o oposto do que aconteceu no mesmo trimestre no Banco do Brasil.
- O guidance do ano está, na prática, cumprido: seis das sete metas seguem mantidas.
Este é o segundo artigo de uma série de três: resultado do Banco do Brasil no 2T26, Itaú (este texto), e depois uma comparação direta entre os dois bancos.
Antes de continuar, um aviso direto. Este é um conteúdo de educação financeira. Não é recomendação de compra ou venda de ITUB3, ITUB4 ou de nenhum outro ativo, e nada aqui é promessa ou garantia de rentabilidade. O que este artigo faz é ler, com você, um documento público que qualquer pessoa pode baixar no site de Relações com Investidores do Itaú, mostrando página por página de onde vêm os números. A conclusão é sua. Toda fonte deste artigo é exclusivamente esse documento oficial — nenhum dado externo entrou aqui.
Assista ao vídeo completo, com a matemática na tela
Todo dado deste artigo tem a página exata do documento oficial, e aparece na tela do vídeo que originou este texto, com a conta feita com números, passo a passo — nunca resposta pronta. Se você quer acompanhar o raciocínio inteiro:
Assista: “O lucro recorde do Itaú no 2T26 é real — mas nem tudo no relatório está igual”
Eu sou o Junior Ju, consultor habilitado pela CVM e certificado pela ANBIMA. Aqui no canal a gente lê o sistema financeiro sem filtro — inclusive, e principalmente, quando o resultado é bom, porque é justamente quando a maioria das pessoas para de prestar atenção.
O número de capa: lucro recorde e ROE de 24,3%
Na página 2 do documento de resultados do 2T26, o Itaú publica o Resultado Recorrente Gerencial: R$ 12.407 milhões — alta de 1,0% frente ao 1T26 (R$ 12.282 milhões) e de 7,8% frente ao 2T25 (R$ 11.508 milhões). Somando o primeiro semestre inteiro, na página 15: R$ 24.689 milhões em 2026, contra R$ 22.636 milhões no mesmo período de 2025 — alta de 9,1% no acumulado do ano.
Diferente do que este mesmo espaço mostrou sobre o resultado do Banco do Brasil, aqui não é uma recuperação parcial de um trimestre fraco. É crescimento consistente, trimestre sobre trimestre, ano sobre ano.
O ROE — Retorno sobre o Patrimônio Líquido, quanto de lucro o banco gera para cada real de capital próprio investido nele mesmo — acompanha: 24,3% no consolidado (alta de 1,0 ponto percentual frente ao 2T25) e 25,7% olhando só a operação Brasil (alta de 1,3 ponto percentual no ano). Página 2. Para dar escala: um ROE de 24,3% quer dizer que, para cada R$ 100 de capital próprio, o banco gerou R$ 24,30 de lucro anualizado — um número que a maioria das empresas listadas na bolsa brasileira sonharia em entregar.
Só que, logo do lado desse número, na mesma página, tem uma nota de rodapé pequena que muda a leitura de tudo.
A nota de rodapé que muda a leitura do ROE
O texto exato da nota de rodapé 1, página 2: “Considerando o Capital Principal em 11,5%, no 2T26 o retorno recorrente gerencial consolidado seria de 25,1% e no Brasil seria 26,7%.”
O Itaú opera hoje com um Capital Principal — a sigla técnica é CET I, o colchão de capital próprio que o banco carrega para absorver perdas sem quebrar — de 12,3% em junho de 2026 (página 2). A nota de rodapé mostra o que aconteceria se o banco operasse com menos colchão, nos 11,5% que aparecem como referência interna: o ROE consolidado não seria 24,3%, seria 25,1%. No Brasil, não seria 25,7%, seria 26,7%.
A matemática por trás disso é simples: ROE é lucro dividido por capital. Se o lucro (numerador) fica igual e o capital (denominador) aumenta, o resultado da divisão cai. O Itaú está carregando 0,8 ponto percentual de capital a mais do que os 11,5% usados como referência na própria nota — e 0,8 ponto percentual de capital a mais reduz o ROE consolidado em exatamente 0,8 ponto percentual, de 25,1% para 24,3%.
Isso não é uma armadilha contábil, e seria desonesto apresentar como se fosse. É o oposto: folga genuína de capital. O banco optou por carregar mais colchão de segurança do que a própria meta interna, o que reduz o retorno percentual reportado, mas aumenta a capacidade de absorver um choque sem passar aperto. É uma escolha conservadora que custa ROE de propósito. Guarde o número 12,3% — ele volta lá na frente, e vai importar bastante quando comparado ao Banco do Brasil.
Carteira de crédito: cresce forte, e o guidance está sendo testado
Na página 3, a carteira de crédito total do Itaú em junho de 2026 soma R$ 1.522,4 bilhões — crescimento de 9,6% frente a junho de 2025. Tirando o efeito da variação cambial (parte da carteira é América Latina fora do Brasil), o crescimento real da operação foi de 10,3%.
Na página 12, o Itaú publica a faixa de guidance para o crescimento da carteira de crédito total em 2026: entre 5,5% e 9,5% — faixa que aparece como “mantida” no relatório mais recente.
A ressalva que precisa vir junto desse dado
Comparando junho de 2026 com junho de 2025 — a única janela que o próprio documento mostra com clareza nas páginas 2 e 3 — o crescimento de 9,6% já está no teto da faixa de 9,5%, e o crescimento sem efeito cambial (10,3%) passa do teto. Mas é preciso ler isso com cuidado: no ritmo atual (jun/26 vs jun/25), a carteira consolidada já está no teto ou acima do teto da faixa de guidance que o banco manteve — mas o guidance é anual, o ano ainda não fechou, e o documento não confirma se essa é a janela oficial de comparação. Guidance normalmente se refere a fechamento de ano (dezembro contra dezembro), não necessariamente a junho contra junho. A leitura correta não é “o banco já estourou a meta” — é “no ritmo de hoje, a meta está sendo testada”.
Vale registrar ainda: isoladamente, o crescimento do Brasil (9,6%) fica confortavelmente dentro da própria faixa doméstica, de 6,5% a 10,5% (página 12). Quem pressiona o número consolidado é o crescimento fora do Brasil, na América Latina, que veio mais forte: 9,8% com câmbio.
Onde a carteira cresce bem, e onde encolhe
Ainda na página 3, o banco detalha a carteira produto por produto, comparando junho de 2026 com junho de 2025:
- Crédito imobiliário: R$ 152,2 bilhões, alta de 13,3% no ano. O Itaú se apresenta como o maior banco privado nessa linha, com R$ 36 bilhões de originação nos últimos doze meses e 55% de participação de mercado entre bancos privados.
- Consignado privado: alta de 90,1% no ano — o maior salto percentual de todo o documento.
- Grandes empresas: R$ 474,9 bilhões, alta de 10,1% no ano.
- MPME (micro, pequenas e médias empresas): R$ 307,4 bilhões, alta de 11,6% no ano (13,2% sem efeito cambial).
- Veículos: R$ 35,1 bilhões — queda de 3,3% no ano e de 1,7% no trimestre. É o único item de toda a tabela em queda simultânea nas duas comparações.
Isoladamente, veículos é uma fatia pequena — pouco mais de 2% da carteira total de R$ 1.522,4 bilhões — e não muda o resultado do banco. Mas é um sinal a ser observado: onde o crédito de veículo aperta, costuma ser onde o consumidor de renda mais baixa sente o aperto primeiro. E existe um segmento inteiro do relatório, não apenas um produto, que segue essa mesma lógica com muito mais consistência.
O ponto mais fraco do relatório: a inadimplência de MPME
Na página 7, o Itaú publica a inadimplência acima de 90 dias por segmento, só da operação Brasil. A série de MPME, trimestre a trimestre: junho de 2025, 1,6%. Setembro, 1,7%. Dezembro, 1,8%. Março de 2026, 1,9%. Junho de 2026, 2,0%.
Cinco leituras seguidas, cada uma maior que a anterior, sem um único trimestre de recuo — a série mais “reta para cima” de todo o relatório. Em proporção, é um aumento de 25% na taxa de inadimplência desse segmento em pouco mais de um ano.
Compare com o resto do banco, na mesma página: Pessoa Física estava em 4,2% em junho de 2024, melhorou para 3,6% ao longo de 2025 e, na leitura mais recente, subiu um pouco, para 3,7% — ou seja, melhorou bastante e agora estabilizou, não é a mesma tendência de piora contínua. Grandes Empresas seguem perto de 0,1% o período inteiro, sem tendência para nenhum lado.
Só a MPME piora de forma clara e sustentada — e um segundo indicador confirma isso: a inadimplência entre 15 e 90 dias, atraso mais recente e mais cedo no ciclo, também subiu na MPME, de 1,2% para 1,5% no mesmo intervalo (página 7). Isso importa porque mostra que o problema não é só estoque de dívida velha acumulada — é fluxo, gente atrasando agora, entrando na fila mês após mês. MPME é o segmento mais sensível a juro alto e aperto de crédito, porque não tem o colchão de caixa de uma empresa grande. Quando ele atrasa de forma consistente, sem reverter uma única vez, costuma ser termômetro de fôlego mais apertado na ponta.
A rentabilidade que aperta por dentro
Margem em reais sobe, margem em percentual cai
Na página 4, a margem financeira com clientes — o spread entre o que o banco cobra de quem empresta e o que paga para captar — somou R$ 32,6 bilhões no 2T26, alta de 5,1% frente ao 2T25 (página 2). Mas em percentual, a métrica que mostra se o banco ganha mais margem ou só empresta mais volume: consolidado, caiu de 9,4% no 2T25 para 9,1% no 2T26; Brasil, de 10,3% para 10,0% — queda de 0,3 ponto percentual em ambos.
A explicação: a carteira de crédito ficou maior (cresceu 9,6% no ano, como já mostrado). Mesmo cobrando um spread proporcionalmente menor por real emprestado, o total em reais ainda sobe, porque tem mais reais emprestados. O crescimento em R$ vem de volume, não de spread mais gordo — o spread, em percentual, está encolhendo.
Cobertura de crédito de pessoa física cai no acumulado — com uma ressalva
Na página 8, a cobertura de Estágio 3 de Pessoa Física — o quanto o banco já provisionou para cobrir os empréstimos de pessoa física em atraso mais grave — traz a série: março de 2025, 61,4%. Junho, 59,2%. Setembro, 59,6%. Dezembro, 59,7%. Março de 2026, 59,3%. Junho de 2026, 59,0%.
No acumulado, a cobertura caiu 2,4 pontos percentuais em cinco trimestres, de 61,4% para 59,0%. Mas é preciso registrar a nuance: não caiu em todos os trimestres. Houve uma recuperação parcial entre junho e dezembro de 2025, de 59,2% para 59,7%, antes de voltar a cair nos dois trimestres mais recentes. A leitura correta é a queda líquida no acumulado, não uma trajetória de queda ininterrupta.
A mesa de Trading perdeu rentabilidade, mesmo com mais capital
Na página 16, o Itaú divide o ROE por modelo de negócio: Crédito, Trading, Serviços e Seguros, e Excesso de Capital. Comparando o primeiro semestre de 2026 com o mesmo período de 2025, quatro modelos melhoraram. Um piorou, e piorou forte: Trading, cujo ROE caiu de 30,7% para 21,6% — 9,1 pontos percentuais.
O motivo não foi queda de resultado: o resultado de Trading até cresceu, de R$ 0,8 bilhão para R$ 0,9 bilhão. O motivo é que o capital alocado nessa mesa quase dobrou, de R$ 5,3 bilhões para R$ 8,2 bilhões (+54,7%) — mais capital dividindo um resultado que quase não mudou, a mesma matemática de fração vista lá na nota de rodapé do ROE, só que aqui trabalhando contra o banco, numa mesa específica, não no resultado geral. Não é um problema para o banco como um todo — Trading é uma fatia pequena do resultado total — mas é um contraponto real ao “lucro recorde” da capa.
O guidance do ano: seis metas mantidas, uma revisada
Na página 12, o Itaú publica a tabela completa de guidance 2026, “Original” contra “Atual”, com sete indicadores. Seis seguem mantidos: carteira de crédito total, carteira de crédito Brasil, margem financeira com clientes, margem financeira com o mercado, custo do crédito, despesas não decorrentes de juros e alíquota efetiva de imposto de renda.
Só uma linha foi revisada: receita de prestação de serviços e resultado de seguros. A faixa original era de crescimento entre 5,0% e 9,0% — a faixa atual caiu para entre 2,0% e 5,0%. Não é só o teto que baixou: o piso também caiu, de 5,0% para 2,0%. O motivo aparece no próprio relatório: a receita de serviços cresceu apenas 2,3% no primeiro semestre de 2026 frente ao mesmo período de 2025 — perto do novo piso, bem longe do piso antigo. É o banco ajustando a meta para algo mais próximo da realidade, não uma revisão pessimista sem lastro.
Seis de sete metas intactas é um guidance bem cumprido, quase inteiro — reforça a leitura de que este é um trimestre genuinamente bom.
O capital que sobe (ao contrário do que este blog mostrou sobre o Banco do Brasil)
Lembra do 12,3% de Capital Principal do capítulo da nota de rodapé? Na página 11, o Itaú mostra o waterfall completo desse índice: março de 2026, 12,0%. O lucro líquido do trimestre contribuiu com +0,8 ponto percentual. O pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio consumiu -0,3 ponto percentual. O crescimento dos ativos ponderados pelo risco — que sobe toda vez que o banco expande carteira de crédito — consumiu apenas -0,1 ponto percentual. Somando: 12,0% + 0,8% − 0,3% − 0,1% = 12,3% em junho de 2026. Somando o capital complementar de nível I, o índice de capital nível I completo chega a 13,8%.
Mesmo pagando dividendo, mesmo com a carteira de crédito crescendo — o que consome capital —, o lucro do trimestre sozinho gerou capital suficiente para cobrir tudo isso e ainda sobrar. Vale o registro, sem desenvolver aqui: no resultado do Banco do Brasil no mesmo trimestre, o Índice de Capital Principal caiu, de 11,59% para 11,27%. No Itaú, no mesmo trimestre, o capital subiu. Dois bancos, dois lucros que pareciam parecidos na manchete, e trajetórias de capital opostas por trás — esse contraste é o fio condutor do terceiro artigo desta série.
A leitura completa
Juntando os capítulos: o Itaú teve, sim, um trimestre bom de verdade — R$ 12,4 bilhões de Resultado Recorrente Gerencial, crescendo de forma consistente, não uma recuperação de base fraca. O ROE de capa, 24,3%, já está descontado de uma folga de capital genuína e prudente — o banco deixa retorno na mesa de propósito, sem esconder nada, e a nota de rodapé mostra exatamente quanto (25,1%/26,7% se operasse na meta interna). A carteira de crédito cresce forte e, no ritmo atual, encosta ou passa do teto do próprio guidance — com a ressalva de que o guidance é anual e o ano ainda não fechou. Cresce muito bem em imobiliário, consignado privado e grandes empresas; encolhe só em veículos.
Dentro dessa carteira, um segmento específico — a MPME — tem inadimplência subindo cinco trimestres seguidos, sem um único recuo: o sinal mais consistente de fôlego mais curto de todo o relatório. A margem, em percentual, está comprimindo mesmo crescendo em reais. A cobertura de crédito de pessoa física caiu no acumulado, com uma respirada no meio do caminho. A mesa de Trading perdeu rentabilidade mesmo dobrando o capital alocado. E o guidance do ano está, na prática, cumprido — seis de sete metas mantidas, com o único corte batendo exatamente onde o relatório já mostrava fôlego mais curto. No fim da linha, o capital do banco subiu no trimestre, mesmo pagando dividendo.
Este artigo não recomenda comprar nem vender ação do Itaú, ITUB3 ou ITUB4. A função dele é mostrar que até o trimestre mais bonito de capa tem uma leitura mais completa algumas páginas depois — e que “trimestre bom” e “trimestre sem nenhum ponto de atenção” não são a mesma coisa. Ler um relatório de resultado inteiro, ponto de atenção incluído, mesmo quando a manchete já veio boa, é uma das coisas que a gente treina de verdade lá no GDTD.
Perguntas frequentes sobre o resultado do Itaú no 2T26
Quanto foi o lucro do Itaú no 2T26?
R$ 12.407 milhões de Resultado Recorrente Gerencial, alta de 1,0% frente ao 1T26 e de 7,8% frente ao 2T25. No acumulado do primeiro semestre, R$ 24.689 milhões, alta de 9,1% frente ao mesmo período de 2025 (páginas 2 e 15 do documento de resultados).
Por que o ROE de 24,3% do Itaú não é o “ROE de verdade” do banco?
Porque o banco carrega mais capital (12,3% de Capital Principal) do que a própria meta interna citada na nota de rodapé da página 2 (11,5%). Se operasse nesse nível de capital, o ROE consolidado seria 25,1%, e no Brasil, 26,7%. Não é uma armadilha — é uma folga de capital genuína e conservadora.
A carteira de crédito do Itaú já estourou o guidance de 2026?
Não é possível afirmar isso com o que o documento mostra. No ritmo atual (jun/26 vs jun/25), a carteira consolidada cresceu 9,6% — no teto ou acima do teto da faixa de 5,5% a 9,5% mantida pelo banco — mas o guidance é anual, o ano ainda não fechou, e o documento não confirma se essa é a janela oficial de comparação (páginas 3 e 12).
Qual é o ponto mais fraco do relatório do Itaú no 2T26?
A inadimplência acima de 90 dias de MPME (micro, pequenas e médias empresas), que subiu em todos os cinco últimos trimestres, sem um único recuo, de 1,6% para 2,0% — enquanto Pessoa Física estabilizou e Grandes Empresas seguem perto de zero (página 7).
O capital do Itaú caiu no trimestre, como o do Banco do Brasil?
Não — ao contrário: o Índice de Capital Principal do Itaú subiu de 12,0% para 12,3% no trimestre, mesmo depois de pagar dividendos (página 11). No resultado do Banco do Brasil no mesmo período, esse índice caiu.
Este artigo é uma recomendação de compra ou venda de ITUB3/ITUB4?
Não. É análise de um resultado divulgado publicamente, com finalidade exclusivamente educacional. Nenhuma informação aqui deve ser tratada como recomendação personalizada de investimento.
Continue o aprendizado
Se este artigo mudou o jeito como você olha para um trimestre “bom” de um banco, o vídeo completo mostra a conta, capítulo por capítulo, com a matemática na tela:
Se ainda não leu, o primeiro artigo da série mostra onde o resultado do Banco do Brasil escondia uma bomba-relógio no crédito agro: em breve, link da análise completa do resultado do Banco do Brasil no 2T26.
Simule seus próprios investimentos, sem depender de achismo de terceiro: use a calculadora de investimentos da Meia Ficha.
Na próxima semana, fecho a série colocando os dois bancos lado a lado, capítulo por capítulo: o capital que cai de um lado e sobe do outro, a concentração de risco no agro contra a concentração de risco em MPME, e qual das duas histórias, no fim, é a mais preocupante de verdade.
Este artigo é conteúdo de educação financeira. Não constitui recomendação personalizada de compra ou venda de ITUB3, ITUB4 ou de qualquer outro ativo, nem promessa ou garantia de rentabilidade. Todos os dados citados neste texto vêm exclusivamente do documento oficial de resultados do 2T26 do Itaú, disponível publicamente no site de Relações com Investidores do banco, com a página exata indicada em cada citação. O achado sobre o guidance da carteira de crédito é uma leitura do ritmo atual (jun/26 vs jun/25), não um fato consumado — o guidance é anual, o ano ainda não fechou, e o documento não confirma se essa é a janela oficial de comparação. A queda na cobertura de crédito de Pessoa Física é uma leitura do acumulado de cinco trimestres, e não ocorreu em todos eles. Confira sempre os dados vigentes na fonte oficial antes de tirar qualquer conclusão.

